O fundo, sediado nas Ilhas Cayman, já é negociado em 4 plataformas regulamentadas, Órama, BTG Pactual, Genial e Hub.

O índice brasileiro, baseado em Bitcoin e criptomoedas, Hashdex, HDAI (Hashdex Digital Assets Index), está disponível na Nasdaq e já acumula alta de 69,8% em 2019., segundo reportagem do jornal Valor, publicada hoje, 14 de outubro.

O índice é ‘lastreado’ em uma cesta de criptoativos para aumentar a exposição do investidor e diminuir as perdas em casos de alta volatilidade, além disso, de três em três meses há uma ‘recomposição’ do fundo que tem seus ativos e valores realocados. Hoje o Hashdex conta com 13 criptomoedas: bitcoin, com 75,69%; ethereum, 9,90%; ripple, 5,87%; bitcoin cash, 2,01%; litecoin, 1,79%; EOS, 1,46%; bitcoin SV, 0,76%; stellar, 0,61%; Tron, 0,54%; cardano, 0,53%; dash, 0,32%; ethereum classic, 0,27%; e Neo, 0,26%.

Atualmente, segundo a reportagem, o fundo, sediado nas Ilhas Cayman, já é negociado em 4 plataformas regulamentadas, Órama, BTG Pactual, Genial e Hub.

Invisto em criptos desde 2011. Mas, em 2017, ano da explosão do bitcoin, passei a me perguntar: como reduzir o risco? Concluí que a melhor maneira seria comprar o mercado como um todo. No começo, tentei gerir uma carteira com várias criptomoedas. Mas é difícil manter isso sem perdas. Com um índice, vimos uma oportunidade de resolver esse obstáculo”,declarou o brasileiro Marcelo Sampaio, cofundador e CEO da Hashdex.

Ainda segundo a reportagem, o índice HDAI é listado desde julho de 2019 na bolsa digital americana Nasdaq – tendo de atender seus requisitos de compliance.

“A arquitetura é sofisticada, mas o conceito é simples: em vez de aplicar em uma ou outra criptomoeda, o investidor pode comprar cotas de fundos que aplicam numa cesta. As moedas virtuais são alocadas nessa carteira ou dela excluídas não pela reputação ou pelo apreço dos gestores, mas por critérios técnicos de elegibilidade: representar ao menos 0,25% de todo o mercado de criptomoedas; ter volume de negociação diária de ao menos US$ 4 milhões; não ser atrelada a moedas fiduciárias (as “stable coins”, como a prometida libra, do Facebook); e utilizar custodiantes de alta credibilidade, como os ativos negociados em bolsas”, diz a reportagem.

Buscando oferecer mais transparência, segundo Sampaio, a gestão dos ativos é automatizada e sempre há uma revisão das criptomoedas que compõem o índice e de suas proporções.

“No site, tem sempre quais ativos estão. A ideia é que todos possam ver a carteira, como quando se compra uma cota de S&P 500”, diz Bruno Ramos de Sousa, diretor jurídico e de compliance. Além disso, um conselho de governança externo, tocado pela americana DMS, delibera sobre a adição ou a exclusão de ativos – mas só em casos excepcionais

A Hashdex explica também que possui um fundo offshore, o Hashdex Digital Assets Index Fund (HDAIF), que tem uma oferta regulada nos Estados Unidos e em Cayman. “Esse fundo não é ofertado para investidores brasileiros, mas os nossos fundos brasileiros compram cotas dele” segundo a empresa.

Como é o caso do Hashdex Digital Assets Discovery (investe até 20% no HDAIF e é aberto para o público em geral), o Hashdex Digital Assets Explorer (investe até 40% no HDAIF e é aberto para investidores qualificados), e o Hashdex Digital Assets Voyager (investe até 100% no HDAIF e é aberto para investidores profissionais). Esses são os fundos distribuídos no Brasil via plataformas.

Como noticiou o Cointelegraph, além do HDAI a BLP Asset criou o primeiro fundo de investimento em Bitcoin e criptomoedas, destinado ao mercado de varejo e aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM.

Focada exclusivamente em “investimentos alternativos” a BLP Asset foi fundada em 2010 por executivos que foram sócios do Banco Garantia/Credit Suisse que conheceram os criptoativos em 2016 e lançaram seu primeiro fundo em Janeiro de 2018 e já angariou aprovação da CVM para oferecer investimentos em criptomoedas para o varejo.

Embora a empresa seja nacional, o Genesis Block Fund, foi constituído no exterior para atender as diretrizes da CVM. É nele que está baseado o BLP Criptoativos FIM, destinado a investidores do varejo.

Índice ‘brasileiro’ baseado em Bitcoin e criptomoedas está distribuído na Nasdaq e já acumula alta de 69% em 2019

Documento aponta que o Brasil tem sido importador líquido de criptoativos, o que tem contribuído para reduzir o superávit comercial do País.

Em documento publicado nesta segunda-feira (26), o Banco Central classificou o Bitcoin e outros criptoativos como “ativos não-financeiros produzidos”.

Além disso, seguindo a recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI), a autoridade incluiu as compras e vendas de criptomoedas na balança comercial.

O BC ainda decidiu que a atividade de mineração de criptomoedas passa a “ser tratada como um processo produtivo”, seguindo recomendações de um texto do FMI.

“Por serem digitais, os criptoativos não têm registro aduaneiro, mas as compras e vendas por residentes no Brasil implicam a celebração de contratos de câmbio. As estatísticas de exportação e importação de bens passam, portanto, a incluir as compras e vendas de criptoativos”, diz o texto do Banco Central.

Por fim, o documento aponta que o Brasil tem sido importador líquido de criptoativos, “o que tem contribuído para reduzir o superávit comercial na conta de bens do balanço de pagamentos”.

O BC aponta que o déficit em transações correntes em julho chegou a US$ 9 bilhões, em comparação com um déficit de US$ 4,4 bilhões no mesmo período do ano passado. Com isso, houve uma redução no saldo positivo da balança comercial de bens, de US$ 3,5 bilhões para US$ 1,6 bilhão, de acordo com a autoridade monetária.

Banco Central inclui Bitcoin e criptomoedas na balança comercial

A participação dos representantes das empresas de tecnologia deve ocorrer na próxima reunião da Comissão Especial.

O Deputado Federal Expedito Netto, (PSD-RO) aprovou um requerimento para convidar grandes empresas para falar sobre Bitcoin e criptomoedas no congresso nacional, conforme aprovação publicada em 09 de outubro no site da Câmara.

Agora, representantes do Google (NASDAQ:GOOGL), Facebook, Linkedin, Baidu (NASDAQ:BIDU), Apple (NASDAQ:AAPL), Samsung, Intel (NASDAQ:INTC), Cisco, Tecent, Huawei e Amazon (NASDAQ:AMZN) podem comparecer no Congresso Nacional e contribuir com os debates para a regulamentação do Bitcoin no Brasil.

“Solicita-se que sejam compartilhados com esta comissão eventuais estudos em andamento ou finalizados, que enriqueçam o processo de discussão desta comissão com relação à como a legislação em construção pode ajudar a fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias em nosso país e quais seriam os seus impactos. A participação dessas instituições é de extrema relevância na medida em que se busca assegurar que o país possa desenvolver novas tecnologias e se posicionar com protagonismo internacional, compatível com a importância geopolítica de nosso país, mas ao mesmo tempo, assegurando que a legislação não fragilize o controle e o combate à atividades ilícitas”, justificou o deputado.

A participação dos representantes das empresas de tecnologia deve ocorrer na próxima reunião da Comissão Especial, que debate o PL 2303/2015, marcada para 16 de outubro, contudo, tendo em vista a quantidade de requerimentos de Expedito Netto aprovados ainda não está claro como a Comissão irá tratar as diversas Audiências Públicas que aguardam realização.

Como noticiou o Cointelegraph, tendo em vista os requerimentos e suas justificativas o parecer do Deputado Expedito Netto, sobre o PL 2303/2015,, que ele afirmava que entregaria no final deste ano, pode ficar só para 2020.

Google, Facebook, Linkedin, Baidu, Apple, Samsung, Intel, Cisco, Tecent, Huawei e Amazon falaram sobre Bitcoin no Congresso Nacional

A Mastercard está em busca de profissionais para desenvolver suas aplicações de carteira de criptoativos.

A Mastercard está, de acordo com publicações recentes em sua página de empregos, procurando preencher três cargos de nível sênior para liderar esforços em criptomoeda, informou o The Block. As descrições de cargos dessas três postagens da Mastercard enfatizam o foco na identificação e desenvolvimento de soluções de pagamentos e carteiras compatíveis com criptografia.

Especificamente, as novas posições da Mastercard são para dois diretores e um vice-presidente. As funções de diretor são intituladas “Desenvolvimento de Produto e Inovação – Arquiteto de Soluções Blockchain” e “Gerenciamento de Produto – Criptografia / Carteiras”, enquanto a posição de vice-presidente é na área de gerenciamento de produtos. Todas as três posições são baseadas no escritório da Mastercard em São Francisco.

Mastercard desenvolve solução de carteira para criptoativos

Iniciativa, que está em fase beta, é resultado de uma parceria com a fintech Alterbank e permite utilizar moedas virtuais para realizar operações bancárias.

A fintech Alterbank lançou a primeira conta digital Visa no Brasil a conectar a criptoeconomia com o sistema financeiro tradicional.

Por meio da iniciativa, que está em fase beta, os usuários brasileiros terão na mesma carteira sua conta com moedas digitais e uma outra conta com um cartão Visa. A solução permite utilizar as moedas virtuais para realização de diversas operações bancárias, como compras, saques, pagamentos de boletos e transferências.

O cartão Altercard Visa pode ser utilizado para pagamentos de contas no dia a dia (cartão físico), em plataformas online de vídeos, streaming e música, aplicativos de transportes privados e até mesmo para efetuar o pagamento de transportes públicos, como o metrô na cidade do Rio de Janeiro (RJ) , e ônibus em São Paulo (SP), devido à tecnologia NFC da Visa.

Cartão Visa permite armazenamento de criptomoedas

O Grupo multilateral lançou um Programa Piloto que pode permitir modelos de negócios relacionados a cripto-ativos.

A Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, (CVM) divulgou que integra a Rede Global de Inovação Financeira (GFiN), grupo composto por 35 órgãos reguladores de serviços financeiros com status de membro pleno e 7 observadores, incluindo FMI e Banco Mundial. O Grupo multilateral lançou um Programa Piloto que pode permitir modelos de negócios relacionados a cripto-ativos, coforme anuncio da CVM, publicado em 03 de outubro.

“O relatório destaca a criação do Programa Piloto Transfronteiriço, que selecionou 8 empresas inovadoras (das 40 candidatas) que desejam testar, em uma base transfronteiriça, produtos e serviços relacionados a setores regulados e não regulados, incluindo ofertas de RegTech, investimentos de varejo e modelos de negócios relacionados a cripto-ativos. Cada empresa terá um membro do GFiN como líder/coordenador, que irá gerenciar perguntas e solicitações de informações, bem como orientar a realização dos testes”, destacou a CVM.

De acordo com o relatório das atividades do GFiN, a Rede Global de Inovação Financeira (“GFiN” ou “Rede”) foi criada, em 2018, para proporcionar uma maneira mais eficiente de interação das empresas inovadoras com os órgãos reguladores, ajudando-as a navegar entre os países à medida que buscam expandir e testar novas ideias.

“A criação da rede de inovação financeira global decorreu da proposta de estabelecer um sandbox global, desenhada em 2018 no Financial Conduct Authority do Reino Unido. A rede une reguladores financeiros comprometidos em apoiar a agenda de inovação financeira em benefício de consumidores, investidores. A CVM é o primeiro regulador da América Latina a ser aceito nessa network, o que oferece oportunidade ímpar para acompanhar e participar de estudos, diálogos, testes e projetos piloto, em colaboração direta com reguladores e empresas de tecnologia financeira”, comentou José Alexandre Vasco, Superintendente da SOI/CVM.

No relatório o grupo destaca que a ideia inicial era criar um sandbox global para atender as propostas de inovação para o mercado e dar às empresas inovadoras a oportunidade tanto de interagir como de fazer parte de uma rede de reguladores até que durante a reunião da GFiN em Hong Kong e nos meses seguintes.

“Discutimos os desafios que as empresas enfrentam ao inovar e expandir para além de suas fronteiras. A resposta foi lançar o programa piloto de teste transfronteiriço. Vemos o programa piloto como um teste tanto para os membros da GFiN quanto para as empresas e acreditamos que isso dará subsídios para o trabalho futuro da GFiN”, disse o documento.

Segundo a GFiN, as respostas às consultas indicaram um amplo apoio para a criação de um ambiente que permita que empresas inovadoras ao mesmo tempo experimentem e expandam novas tecnologias a várias jurisdições, obtendo informações em tempo real sobre como um produto ou serviço pode operar no mercado.

“Para facilitar esse processo, a GFiN lançou sua coorte de testes internacionais em janeiro de 2019 e convidou empresas a se candidatarem. Explicamos que estávamos à procura de empresas interessadas em testar em uma base transnacional, que poderiam ser flexíveis e ágeis em sua participação e também que poderiam fornecer opiniões aos reguladores da GFiN a respeito de sua experiência. A demanda pelo programa piloto era muito forte”, disse.

Ainda segundo o grupo, os membros da GFiN já estão trabalhando com as oito empresas selecionadas para desenvolver planos de testes. As empresas que desenvolverem um plano de testes adequado passarão para a fase de teste do programa piloto

A lista de empresas que integram o plano piloto não foram disponibilizadas e, segundo a GFiN, “Mais informações sobre os testes e o andamento do programa serão disponibilizadas ao mercado à medida que o programa avance. Os comentários das empresas participantes do programa piloto serão extremamente valiosos para nos ajudar com nossa visão de longo prazo para otimizar o processo de candidatura e testes”.

“A mudança tecnológica constante é desafiadora. Por isso, a cooperação entre diferentes reguladores, que possuem realidades e experiências distintas, é tão importante para a criação de estruturas inovadores mais eficientes e eficazes. É fundamental o esforço colaborativo na inovação de abordagens regulatórias, de supervisão e testes internacionais”, finalizou Antonio Berwanger, Superintendente da SDM/CVM.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM, participou das atividades da 3ª edição da Semana Mundial do Investidor (WIW – World Investor Week), que abordou criptomoedas e criptoativo.

De acordo com o comunicado o evento no Brasil integra uma iniciativa global na qual, ao redor do mundo, bolsas de valores realizarão um toque de campainha global para conscientizar e disseminar a importância da educação financeira e da proteção ao investidor.

CVM, FMI, Banco Mundial e 35 países lançam programa que pode permitir circulação de criptomoeda entre as nações.

Os dados são derivados das nove maiores exchanges de criptomoedas do mundo e fatores nos resultados de milhões de negociações.

Segunda maior bolsa de valores do mundo, a Nasdaq listou o índice CIX100, desenvolvido por IA, criado pelo provedor de dados de cripto CryptoCompare. A notícia foi revelada em um comunicado de imprensa compartilhado com o Cointelegraph em 15 de outubro.



Análise baseada em redes neurais

O CIX100 é um benchmark do mercado de criptomoedas que analisa os usos de um algoritmo de redes neurais para analisar dados das 100 principais criptomoedas, levando em consideração mais de 200 fatores.

Supostamente projetada para excluir moedas com volumes e classificações falsas, a ferramenta “human-free” tem como alvo novatos do setor e investidores profissionais.

De acordo com o comunicado de imprensa, os dados são derivados das nove maiores exchanges de criptomoedas do mundo e fatores nos resultados de milhões de negociações, além de comunicados de imprensa e dados de redes sociais.

Somente as moedas que figuraram entre as 200 melhores por pelo menos três meses consecutivos são incluídas no índice, que é reequilibrado mensalmente.

O Índice Cripto CIX100 – que já está listado na Reuters, Bloomberg e TradingView – ganhou 1100% desde a sua criação em maio de 2017. Suas previsões baseadas em IA supostamente funcionam com precisão diária de 82%.

Índices de cripto ganham força globalmente

Conforme relatado, a Nasdaq e a CryptoCompare fizeram parceria em junho deste ano para lançar um produto de precificação de criptomoeda destinado a investidores institucionais, baseado nos conjuntos de dados de índices agregados da CryptoCompare.

Em fevereiro de 2019, a Nasdaq começou a listar dois índices de preços de criptomoedas da Brave New Coin, empresa de dados de mercado de blockchain e cripto dos Estados Unidos.

A Cryptocompare também fez uma parceria com a principal plataforma de derivativos de cripto BitMEX para construir em conjunto um conjunto de dados de futuros de cripto em tempo real, que será entregue ao provedor de dados do mercados financeiro Refinitiv.

Neste verão, a Sina Finance — um site focado em finanças pertencente à grande empresa de tecnologia da China Sina Corp — incluiu um índice de cripto em seu aplicativo móvel, sem fazer um anúncio público formal sobre a adição.

Nasdaq lista índice de criptomoeda com inteligência artificial para as 100 principais criptomoedas

Com a medida, restarão menos de 3 milhões de Bitcoins para serem emitidos até 2140.

Nesta sexta-feira, 18 de outubro, um novo marco será estabelecido para a principal criptomoeda do mercado. A partir deste dia, 18 milhões de Bitcoins terão sido minerados desde o lançamento da criptomoeda em janeiro de 2009.

Com a medida, restarão menos de 3 milhões de Bitcoins para serem emitidos até 2140. A menos de oito meses do halving, o corte da recompensa do bloco, o Bitcoin torna-se mais escasso. E cada vez mais demandado em um mundo cheio de distorções.

Restam apenas 3 milhões de BTC

A mineração do Bitcoin de número 18 milhão foi tema de uma mensagem do investidor e cofundador da empresa de investimentos Morgan Creek Digital Assets Anthony Pompliano. Por meio de sua conta no Twitter, Pompliano também observou que, a partir deste momento, existirão apenas três milhões de BTC a serem minerados. O investidor aproveitou a mensagem para fazer um apelo aos seus seguidores: aprendam mais sobre a criptomoeda.


Pompliano é um dos maiores entusiastas do Bitcoin. Em uma entrevista ao programa Squawk Box da CNBC, ele afirmou que mais da metade de seu patrimônio líquido está em Bitcoin. O que ele sugere é que até agora 17.997.150 BTC foram minerados – de acordo com o site de dados sobre o Bitcoin BitcoinBlockHalf – e o limite superior para quantos BTCs serão codificados no sistema é de 21 milhões.

Por sua natureza genuinamente escassa (a produção de Bitcoins não pode ser aumentada além do programado pelo código) – e pela alta demanda em potencial – a tendência é que o preço do criptoativo responda aos movimentos do mercado. E um dos mais aguardados está marcado para 2020.

O corte de recompensa

À medida em que o número de criptomoedas que ainda podem ser obtidas pela mineração do Bitcoin continua a diminuir, o corte de recompensa na rede também se aproxima. O halving verá a quantidade de Bitcoins criados a cada novo bloco ser cortada pela metade.

O BitcoinBlockHalf estima que o próximo halving ocorrerá em 14 de maio de 2020 – a data é provisória, dada a irregularidade de tempo na criação dos blocos. Quando ocorrer, a recompensa do bloco será reduzida dos atuais 12,5 para 6,25 Bitcoins. O site também aponta que 85,7% de todas as criptomoedas já foram mineradas.

À medida em que o número de moedas que ainda precisam ser extraídas diminui, a competição para se apossar delas aparentemente aumenta. Isso influencia na taxa de hash da rede do Bitcoin, que vem quebrando recordes a cada dia. Recentemente, o hashrate da rede ultrapassou um recorde de 102 quintilhões de hashes pela primeira vez na história da criptomoeda.

18 milhões; Bitcoin ficará mais escasso a partir desta sexta-feira

Atualmente, o setor de empréstimos em criptomoedas está avaliado em quase 20 bilhões de reais.

O mais famoso provedor de dados sobre criptomoedas, o CoinMarketCap, lançou uma nova página onde mostra as taxas de juros que são oferecidas em várias criptomoedas, para ajudar os usuários a comparar e escolher um produto adequado.

Apelidada de “Interest by CoinMarketCap“, a página foi lançada hoje com 33 criptomoedas e stablecoins. Ela cobre informações das principais plataformas de empréstimos, incluindo BlockFi, Celsius Network, Binance, Crypto.com e outras. Os usuários podem visualizar o rendimento anual oferecido por cada plataforma, termos de depósito como duração mínima antes de realizar lucros e outras informações sobre cada plataforma.

A nova oferta levou cerca de 1 mês e meio de desenvolvimento – do conceito à entrega, disse Carylyne Chan, diretora de estratégia do CoinMarketCap, ao The Block. “Nossa equipe começou pesquisando taxas de juros, perspectivas futuras de taxas em criptomoedas e análogos às finanças tradicionais”, acrescentou.

Assim como os bancos e outras instituições financeiras fornecem serviços de depósito e empréstimo, as empresas de criptomoeda também fazem isso. Elas oferecem taxas de juros sobre depósitos de criptomoedas e stablecoins em suas plataformas e as emprestam a usuários que precisam para fazer trading de forma alavancada, cobertura ou como capital de giro.

Atualmente, o setor de empréstimos em criptomoedas está avaliado em quase 20 bilhões de reais, de acordo com a Graychain, uma startup de avaliação de crédito de criptomoedas. E as plataformas Celsius e Genesis têm o maior volume, com 65% dos empréstimos, como reportado pela Graychain.

Ter informações sobre taxas de juros em um só lugar pode ajudar os usuários – o LoanScan.io já fornece essas informações. Quando perguntado sobre como a oferta do CoinMarketCap é diferente, Chan disse ao The Block: “Pensamos nessa [oferta] como parte de todo o criptoespaço, não apenas focando nos empréstimos, mas também nas taxas de juros, o que nos levará a outros produtos relacionados a isso também – como dados detalhados sobre derivativos.”

Notavelmente, o CoinMarketCap não está cobrando uma taxa das empresas listadas na sua nova página. “Eventualmente nós introduziremos anúncios na página, semelhante ao site principal”, para monetizar a nova oferta, relatou Chan ao The Block.

“Totalmente sem ajuda externa”

O CoinMarketCap não levantou nenhum financiamento externo até o momento e é “totalmente inicializado”, disse Chan, acrescentando: “Não planejamos levantar fundos em breve; ainda podemos continuar sem ajuda externa e o dimensionamento neste momento.”

Atualmente, existem 30 pessoas trabalhando para o CoinMarketCap. O número era de cerca de 15 pessoas há um ano atrás e 2 no ano anterior. A empresa procura contratar mais pessoas, especialmente engenheiros, disse Chan ao The Block.

O CoinMarketCap também sediará sua conferência inaugural, o The Capital, no próximo mês em Singapura. Espera-se anunciar outros novos produtos. Embora Chan não tenha divulgado detalhes específicos, ela disse que os produtos ajudarão a “aprofundar a experiência dos usuários” que chegam ao CoinMarketCap.

Em junho, o CoinMarketCap também fez sua primeira aquisição da startup de tecnologia Hashtag Capital, para fornecer um “preço real” para criptomoedas.

CoinMarketCap apresenta taxas de juros sobre criptomoedas

Em tese, as criptografias usadas pela maioria das criptomoedas hoje em circulação seriam vulneráveis.

Os desenvolvedores das principais criptomoedas do mercado, Bitcoin e Ethereum, vem debatendo implementações para tornar os algoritmos resistentes a computação quântica, segundo levantamento do Cointelegraph.

Em tese, as criptografias usadas pela maioria das criptomoedas hoje em circulação seriam vulneráveis a um poder de computação quântico, entretanto, segundo desenvolvedores, mesmo com o sistema atual, nem todos os endereços estariam em risco.

De acordo com o desenvolvedor do bitcoin Pieter Wuille, pouco mais de 64 mil bitcoin estariam vulneráveis a um ataque quântico, ou seja 37% do total de BTC em circulação.Os endereços afetados seriam aqueles reutilizados diversas vezes para uma chave privada. Para impedir, isso, segundo ele, o núcleo do Bitcoin Core já vem estudando mudanças na assinatura do Bitcoin para implementar um esquema de assinatura de segurança PQC.

No caso do Ethereum como há um sistema que incentiva a reutilização de endereços, segundo Justin Ðrake, a possibilidade da computação quântica afetar a criptomoeda é maior.

Tendo isso em mente, no Ethereal Ethereum Summit deste ano, realizado recentemente, Ðrake apresentou o conceito do Ethereum 3.0, que será um plano importante para resistir à ameaça da computação quântica na plataforma Eth. A Ethereum Foundation está prestando atenção ao campo da computação quântica, e já teria investido US$ 5 milhões em pesquisas nessa área.

Uma das soluções que vem sendo debatida é o programa SNARGs proposto por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley, que não utiliza a criptografia do SHA256 mas ‘combina’ diferente tipos de criptografia.

As discussões ainda estão em fase inicial mas é a primeira vez que desenvolvedores assumem publicamente que as principais criptomoedas do mercado pode ser impactadas pela computação quântica.

Como noticiou o Cointelegraph, recentemente, Mário Rachid, diretor-executivo de soluções digitais da Embratel, declarou que a computação quântica pode destruir o Bitcoin.

De acordo com Rachid, os computadores quânticos poderam resolver problemas matemáticos que os computadores hoje não conseguem solucionar. O pode de processamentos dos novos computadores será tão grande que trará benefícios que ainda são impossíveis de mensurar.

“O problema é que a computação quântica traz um risco iminente. Ela também poderá ser usada para o mal. Organizações cibermininosas poderão fazer uso desse altíssimo poder de processamento para quebrar as hoje indecifráveis criptografias. A redução do tempo de resolução possibilitaria a quebra da maioria dos sistemas de criptografia usados atualmente. Isto colocaria em risco várias informações sensíveis armazenadas e trafegadas em ambientes seguros, como páginas web, e-mails e APPs criptografados, (…) Mesmo as tecnologias mais modernas, como blockchain, precisarão ser reformuladas para se tornarem mais seguras contra futuros ataques baseados em computadores quânticos”, declarou

Desenvolvedores do Bitcoin e do Ethereum preparam criptomoedas para computação quântica