Os fundos de investimento podem ser organizados sob a forma de condomínios abertos ou fechados.

Os fundos abertos são definidos como aqueles em que os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo. Na prática, nos fundos abertos é permitida a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos antigos por meio de novos investimentos, assim como é permitida a saída de cotistas, por meio de resgates de cotas. Entretanto, é importante lembrar que o administrador pode suspender, a qualquer momento, novas aplicações no fundo, desde que tal suspensão se aplique indistintamente a novos investidores e cotistas atuais, de modo a não permitir mais a entrada de novos cotistas ou o aumento da participação dos atuais.

Além disso, o administrador poderá declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates, em casos excepcionais de iliquidez dos ativos financeiros componentes da carteira do fundo, inclusive em decorrência de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do tratamento tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, sendo obrigatória a convocação de Assembleia Geral Extraordinária, nas condições estabelecidas na regulamentação.

Fundos fechados, por outro lado, são aqueles em que as cotas somente são resgatadas ao término do prazo de duração do fundo. A entrada e a saída de cotistas não é permitida. Após o período de captação de recursos pelo fundo, não são admitidos novos cotistas nem novos investimentos pelos antigos cotistas (embora possam ser abertas novas fases de investimento, conhecidas no mercado como “rodadas de investimento”). Neste caso, as cotas poderão ser negociadas em mercado secundário.

Os fundos fechados podem ser registrados para negociação de cotas em mercados administrados pela BM&FBOVESPA. Assim, quando um cotista pretende comprar ou vender cotas de um fundo fechado, como os Fundos de Investimento Imobiliário – FII, por exemplo, pode enviar suas ordens por uma corretora para o sistema de negociação da BM&FBOVESPA no qual a cota esteja registrada.

Fundos abertos x Fundos fechados

Quando queremos viajar, traçamos algumas metas e rotas não é mesmo?

Quando o assunto é poupar ou investir não é diferente. O objetivo a ser alcançado deve estar bem definido, assim como as reais possibilidades de atingi-lo. Não adianta estabelecermos metas impossíveis a serem cumpridas e desistirmos no meio do caminho.

É melhor começarmos devagar, traçando objetivos fáceis de alcançar até irmos, pouco a pouco, adquirindo a disciplina necessária e aprendendo com os erros e acertos, para então podermos finalmente definir metas mais arrojadas.

A primeira tarefa é definirmos nossos planos para o futuro, estimando o valor a ser investido e o período no qual este valor ficará aplicado para, em seguida, adotarmos as providências necessárias para alcançar tais objetivos.

A persistência é fundamental para o sucesso do plano, pois costuma ser grande a tentação de gastarmos imediatamente o que ganhamos.

Embora o valor a ser poupado varie conforme os rendimentos e a meta financeira de cada um, uma atitude é comum a todos: é necessário gastar menos do se que ganha.

Sendo assim, precisamos ter sempre em mente os motivos que nos levaram a economizar, além de converter o ato de poupar em um hábito presente no nosso dia-a-dia.

Saindo do Endividamento

Um objetivo importante, se você está endividado e com a renda muito comprometida, é procurar eliminar suas dívidas ou trocar por outro financiamento com taxas de juros menores.

Um grande problema pode vir de um relacionamento pouco adequado com o limite de crédito oferecido pelo seu banco.

O Cheque Especial é um crédito automático, disponibilizado pelo Banco em conta-corrente que, quando utilizado, sofre a incidência de juros e de tributos – o IOF: e isso incide em operações de crédito, câmbio, seguro e títulos e valores mobiliários

Quando o Cheque Especial passa a fazer parte do seu orçamento doméstico, é necessária a adoção de medidas urgentes para a correção do problema.

Para sair de uma situação assim, é recomendável que procure uma forma de financiamento mais barata, como a realização de um empréstimo, com taxa de juros e prazo de pagamento mais favoráveis, que permita cobrir o valor devido ao banco e organizar suas dívidas.

Para uma pesquisa sobre as taxas cobradas pelas instituições bancárias nas operações de créditos, recomendamos uma visita ao site do Banco Central do Brasil, http://www.bcb.gov.br/ , no link Taxa de operações de crédito.

Também o cartão de crédito, que é uma alternativa útil e versátil, pode se tornar um problema em termos de endividamento. Sua facilidade de utilização, na verdade, pode torná-lo uma forma de financiamento muito perigosa para pessoas que não têm controle sobre os seus gastos de consumo.

Se bem utilizado, o cartão de crédito tem vantagens, uma vez que permite que o pagamento pelas despesas efetuadas seja adiado, possibilitando que a quantia seja investida ou usada para outros fins. Uma vantagem do cartão é permitir a concentração dos pagamentos e recebimentos numa mesma data. Além disso, ele facilita a compra de bens ou a utilização de serviços, mesmo no exterior, diminuindo a necessidade de transitar com um volume maior em dinheiro.

Em contrapartida, devido à facilidade de uso, o cartão exige cuidados para que você não realize compras, muitas vezes por impulso, que estejam além da sua capacidade de pagamento, considerando suas despesas mensais (alimentação, educação, aluguel, transporte etc.), sua renda e as metas de poupança assumidas.

Portanto, as claras vantagens desse instrumento, que o tornam muito útil para algumas situações, exigem, no entanto, maior controle na sua utilização.

Para financiar certos gastos mais elevados, ou por um período maior, pesquise também as alternativas com taxas de juros menores, como o crédito consignado, por exemplo. Para atingir qualquer objetivo, é necessário especificar quais as metas financeiras a serem alcançadas, no médio e no longo prazo.

Em um horizonte de tempo mais curto, pode-se, por exemplo, planejar a troca de um financiamento de automóvel, de um ano para seis meses, quitando antecipadamente as prestações de forma a obter uma redução no seu valor e saindo do endividamento para começar a poupar. Pensando no longo prazo, pode-se economizar pequenas quantias mensais que, acumuladas ao longo de toda a vida produtiva, poderão resultar em um montante significativo para a complementação da aposentadoria.

Organize-se!

Faça uma lista das suas receitas e despesas e veja quanto sobra. Se não sobrar nada, corte despesas desnecessárias. É possível começar investindo mensalmente uma pequena quantia e depois ir aumentando à medida que mais despesas puderem ser eliminadas.

Por exemplo: se você paga prestações de um imóvel, pode destinar este valor para a previdência ao terminar de pagá-lo, ao contrário de simplesmente passar a consumir mais. Caso tenha chegado à conclusão que, mesmo cortando todos os gastos possíveis, inclusive economizando nos considerados essenciais, como água, luz, gás e alimentação, não conseguirá contribuir com o valor necessário para se aposentar confortavelmente, considere a possibilidade de transformar algum bem em um investimento.

Por exemplo: a quantia auferida na venda de um automóvel, somada aos valores das despesas mensais com este mesmo carro, se bem aplicada por um determinado período, pode conferir uma boa renda mensal no futuro.

Planeje!

Definido o objetivo que se deseja atingir, deverá ser traçado um plano para alcançá-lo. O primeiro passo será identificar como e onde o seu dinheiro é gasto.

Para controlar seus gastos, é necessário que você faça, primeiro, um Planejamento Financeiro Pessoal, ou um orçamento, através do qual poderá identificar como o seu dinheiro é gasto e definirá onde é possível economizar, para que sua meta de poupança seja atingida.

Isso é muito importante, especialmente quando sua meta financeira for de longo prazo, quando pequenas economias podem fazer uma grande diferença. Há várias opções de investimento, mas antes de aplicar é importante estabelecer:

A quantia que será aplicada;

Por quanto tempo poderá dispor do dinheiro;

Quanto risco está disposto a assumir em face do que pretende ganhar.

Em regra, quanto maior o retorno (rentabilidade) do seu investimento, maior será o risco da aplicação, ou seja, há a possibilidade da aplicação não valorizar o esperado e, em alguns casos, até de perder parte do principal investido (a quantia aplicada).

Atenção: Antes de efetuar sua aplicação, é importante que você conheça muito bem as características do investimento, verificando se o mesmo atende ao nível de risco, retorno e tempo de aplicação definidos em seu planejamento.

Além disso, procure saber também quais os tributos (impostos, contribuições etc.) e outros encargos que serão cobrados, pois todos estes fatores influirão nos ganhos (rentabilidade).

Caminho para o investimento

15 abr 2019

Por que investir?

Antes de pensar em investir, você deve se fazer a seguinte pergunta: “Para que vou aplicar meu dinheiro?”

Se você ainda não tiver a resposta, pare e reflita. Ter um objetivo é o primeiro passo para um investimento de sucesso. Analise, antes de tudo, a sua situação financeira. Anote em um papel, o que você possui de bens (e aí você pode incluir carro, casa etc), quanto dispõe de capital (ou seja, quanto você tem no banco) e quais são as suas despesas e dívidas( prestações, cartões de crédito, despesas mensais, absolutamente tudo).

Nada deverá escapar deste “pente fino”, pois do contrário, você pode se prejudicar ao gastar um dinheiro que pode lhe fazer falta.

O que você possui é chamado, no mercado financeiro, de ativo e o que você deve, de passivo. Então, depois de listar tudo, subtraia dos ativos, os passivos. Se o resultado for positivo, então você tem um patrimônio liquido positivo, se for o contrário, seu patrimônio liquido está negativo.

Ao relacionar todos os seus bens e direitos (ativo), bem como os compromissos financeiros (passivo), você conhecerá sua real situação patrimonial e poderá traçar, de forma mais realista, uma meta para o seu patrimônio líquido, que deverá orientar seus esforços de poupança e investimento.

O dinheiro não poupado pode faltar quando precisarmos. Por isso, quem tem planos para o futuro, que dependam de dinheiro para serem alcançados, pode optar por uma entre duas principais alternativas: ou conta com a ajuda da sorte ou economiza no presente para utilizar no futuro – em outras palavras: poupa.

Além de garantir tranquilidade financeira, poupar possibilita a realização de sonhos. Com hábitos de poupança e investindo adequadamente, uma pessoa pode aumentar seu patrimônio pessoal e familiar, aumentando as chances de alcançar seus objetivos.

Poupar é acumular valores no presente para utilizá-los no futuro, o que geralmente envolve mudança de hábitos, pois requer uma redução nos gastos pessoais e familiares.

Reduzir despesas pode significar desde simples cuidados para evitar o desperdício até o esforço, por vezes árduo, no sentido de conter gastos.

Além disso, poupar exige a avaliação objetiva das despesas, a fixação de metas e, principalmente, muita persistência, a fim de manter-se economizando pelo tempo necessário até que sejam alcançados os objetivos que motivaram a poupança.

Investir é diferente de poupar

Investir é empregar o dinheiro poupado em aplicações que rendam juros ou outra forma de remuneração ou correção.

O investimento é tão importante quanto a poupança, pois todo o esforço de cortar gastos pode ser desperdiçado quando mal investido.

Ainda que a maioria das pessoas esteja acostumada a pesquisar e comparar preços de bens e serviços, isso nem sempre acontece quando o objetivo é escolher serviços financeiros. Quando se trata de finanças, tendemos confiar mais na opinião de amigos e familiares do que em conselhos de profissionais especializados.

Isso se deve, em parte, à escassez de informações sobre as características dos investimentos, mas também ao fato de que há opções demais a considerar e comparar.

Quando se tem muitas alternativas, a tendência é simplificar o processo de decisão, apoiando-se em opiniões e dicas nem sempre técnicas.

Não há investimento sem risco

É comum o investidor prestar mais atenção à promessa de rentabilidade do que às chances de perda do que foi aplicado. Mas acredite: não há investimento sem risco! Vejamos, por exemplo, um imóvel. Mesmo quando utilizado como moradia, tem todas as características de um investimento e, portanto, está sujeito a riscos.

Apesar do imóvel poder ser vendido, permitindo a recuperação do valor investido, seu preço está sujeito às altas e baixas do mercado e, dependendo do momento da venda, pode não ser fácil encontrar alguém disposto a pagar o preço desejado.

Além disso, em caso de emergência, pode ser necessário vender a um valor mais baixo do que o considerado justo.

Sendo assim, há pelo menos dois riscos principais: o de não conseguir vender o imóvel no momento desejado e o de não conseguir recuperar o valor investido. Porém, apesar de ser fácil percebermos, pelo exemplo acima, que o risco faz parte do negócio de investir, ainda assim, quem investe bem pode atingir mais rápido seus objetivos, além de poder alcançá-los com menor esforço.

Poupar e investir são duas atitudes relacionadas. Sem poupança, é muito difícil acumular recursos para realizar investimentos. Por outro lado, um investimento inadequado ao perfil do investidor pode resultar em prejuízos e, assim, comprometer os recursos poupados.

Importância da segurança financeira

A segurança financeira é um dos principais fatores de felicidade, pois nos confere maior tranquilidade em relação ao futuro.

Além disso, uma melhor situação econômica pode ser fundamental para realizar projetos que dependam de mais recursos, como a aquisição da casa própria, a compra de um carro, a educação dos filhos ou até mesmo uma inesquecível viagem de férias.

É claro que sempre é possível recorrer a um financiamento. Porém, este deve ser bem planejado, já que precisará ser pago no futuro, além de escolhido com atenção, pois existem alternativas de diferentes custos.

Mas mesmo quando é necessário se endividar, quem tem uma poupança maior geralmente consegue negociar melhores condições, além de poder enfrentar, com mais facilidade e por longo prazo, o comprometimento de parte da própria renda para o pagamento da dívida.

Além do mais, as condições de vida mudam e devemos estar preparados para novas situações e desafios, como aqueles momentos em que o salário estiver defasado, a saúde necessitar de cuidados especiais ou despesas inesperadas surgirem.

Nessas ocasiões, a existência de uma reserva financeira nos dá melhores condições para atravessar as dificuldades. Se, por um lado, nem sempre o dinheiro é solução para os problemas, por outro, sua falta pode ser um fator complicador.

A tranquilidade financeira, no entanto, não está ao alcance apenas daqueles que receberam heranças ou ganharam na loteria. Ela pode ser perseguida por todos, dentro das possibilidades de cada um, através de medidas simples, tais como a mudança nos hábitos de consumo e melhores decisões de investimento.

É claro que atingir a estabilidade nas finanças depende, em grande parte, dos nossos rendimentos. E quanto menor for esse valor, mais difícil pode se tornar o alcance desse objetivo.

Mas em todos os níveis de renda, desenvolver bons hábitos financeiros pode fazer uma diferença real e positiva, pois quem gerencia bem sua própria vida financeira consegue poupar mais, administrar melhor seus rendimentos e realizar investimentos mais adequados, sem precisar contrair dívidas para realizar seus planos.

Isso acontece quando aprendemos a guardar no presente para usufruir no futuro, economizando parte do que ganhamos e investindo corretamente.

Para tanto, é necessário fazer um “Planejamento Financeiro”, que nada mais é do que o ato de estabelecer regras bem definidas de como, onde e quando o dinheiro será gasto.

Por que investir?

Princípios do investimento.

Qual o melhor investimento para você?

Para responder esta pergunta é necessário que você aprenda um pouco sobre você e o momento em que vive. Vamos fazer isso juntos

Qual o objetivo para a quantia que está sendo aplicada?

Antes de escolher onde investir, é importante decidir como o capital investido será utilizado no futuro, pois essa decisão será determinante na hora de escolher o tipo de investimento. Por isso, tente listar seus objetivos e decidir o quanto será aplicado para atender a cada um. Caso existam mais objetivos que sua capacidade de poupança, tente eleger os mais importantes.

Os objetivos de investimento podem ser listados em termos mais específicos, como, por exemplo, “compra de uma casa”, ou mais gerais, como, por exemplo, “formação de poupança para utilização futura”. Porém, especificá-los melhor pode ajudar na hora de escolher o investimento mais adequado, principalmente se a cada um estiver associada uma estimativa de valor.

Por quanto tempo a quantia poderá permanecer aplicada?

O horizonte de aplicação é também um fator decisivo na hora de definir o investimento mais apropriado, pois o tempo que o valor ficará aplicado poderá influenciar na rentabilidade e até na tributação. Portanto, além de especificar seus objetivos, associando a cada um deles o valor correspondente, é necessário estimar o tempo desejado para resgatar o investimento.

Qual o seu perfil de risco?

Na hora de optar por um investimento tenha sempre em mente que, em regra, quanto maior a rentabilidade prometida, maior o risco de perder a quantia aplicada. Então, antes de escolher, compare a rentabilidade prometida com a média do mercado e desconfie de promessas boas demais, pois não existe milagre no mercado de capitais.

Além disso, quem escolhe correr riscos deve fazê-lo de forma consciente e estar preparado para que eventuais perdas não provoquem grandes danos. Por isto, evite aplicar a parte essencial do seu patrimônio em investimentos de alto risco.

Tendo isso em mente, descubra agora qual dos perfis abaixo melhor reflete sua propensão a riscos:

Conservador – privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, para isso aceitando até uma rentabilidade menor.

Moderado – procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr um certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras.

Arrojado – privilegia a rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos para que seu investimento renda o máximo possível.

Descobrir seu perfil pode ajudá-lo na escolha da aplicação mais adequada, desde que esta informação seja utilizada apenas como orientação (e não como verdade absoluta) e que sejam tomadas as precauções necessárias.

Assim, a título de orientação, podemos dizer que investimentos como Poupança, Títulos Públicos e Fundos de Curto Prazo são mais compatíveis com investidores de perfil conservador.

No outro extremo, os Fundos Multimercado são exemplos de investimento mais compatíveis com investidores de perfil arrojado, uma vez que há muita liberdade na composição de suas carteiras e mais exposição ao risco em busca de maior rentabilidade.

No entanto, alguns investimentos, tais como Fundos Cambiais, Fundos de Renda Fixa, Ações e Debêntures, poderão ser considerados moderados ou arrojados dependendo, entre outros fatores, da política de investimento constante do Regulamento e do risco do emissor do título.

O mais importante é, antes de qualquer aplicação, verificar a solidez das instituições envolvidas (emissor do título, administrador, gestor, custodiante) e pesquisar nos documentos correspondentes (Regulamento do Fundo, Prospecto da Oferta Pública etc.) qual o perfil de risco assumido. E lembre-se também que, qualquer que seja o investimento escolhido, é preciso ter sempre em mente estas duas afirmações:

Aplicações em valores mobiliários sempre têm risco de perda do capital investido.

Se a quantia a ser investida é parte essencial do seu patrimônio, não arrisque.

Como combinar objetivos e prazos na hora de escolher o melhor investimento?

Uma vez que você conheça seu perfil de risco e defina seus objetivos, poderá se informar sobre os investimentos disponíveis no mercado e verificar o mais adequado às suas necessidades. Vejamos alguns exemplos:

Viagem de férias – supondo que, neste exemplo, o valor aplicado tenha que ser resgatado em três meses. Neste caso, faz mais sentido escolher uma aplicação de curto prazo e baixo risco, pois, além do resgate ter que ser feito em breve, qualquer perda pode causar grande dano, uma vez que não há tempo suficiente para sua recuperação.

Compra de uma casa – neste caso, como provavelmente se trata de um montante alto e de um tempo de aplicação longo, é mais sensato escolher um investimento de longo prazo, onde é provável obter maior rentabilidade com menor risco. Porém, é necessário cuidado redobrado, por um lado, devido ao montante aplicado ser significativo e, por outro, pelo fato da expectativa de resgate estar distante no tempo, o que faz com que seja necessário o constante acompanhamento da aplicação e sua permanente reavaliação para verificar a necessidade de mudança, caso o cenário que foi tomado por base para a aplicação mude.

Formação de poupança para utilização futura – neste exemplo, pelo fato do objetivo não estar claramente determinado (definindo quando e onde será utilizada a quantia investida), o mais indicado pode ser a diversificação das aplicações. Com essa estratégia, o investidor poderá escolher aplicações de diferentes riscos, rentabilidades e prazos, permitindo que tenha sempre quantias disponíveis para eventuais gastos, ao mesmo tempo em que maximiza seu lucro, além de poder compensar as perdas em uma aplicação com os ganhos em outra.

Por fim, lembre-se que, seja no curto ou longo prazo, seus investimentos se destinam a financiar seus planos para o futuro e, consequentemente, terão que ser modificados ou adaptados, à medida que tanto os planos quanto o contexto (político, econômico etc.) forem mudando.

Por isso, para ter certeza de que seus objetivos serão realmente atingidos, acompanhe sempre o desempenho de suas aplicações, procure manter-se permanentemente informado e, de tempos em tempos, reavalie suas decisões de investimento para ver se continuam coerentes em relação aos seus planos e ao ambiente que o cerca.

Princípios do investimento