O número de pedidos aumentou 20%, para 5,5 milhões, enquanto o tíquete médio registrou retração de 12%, para R$402.

O e-commerce faturou R$2,2 bilhões no Dia das Mães em 2019, alta nominal de 5% na comparação ante ao mesmo período do ano anterior, aponta a Ebit Nielsen, referência em informações sobre o comércio eletrônico brasileiro.

O número de pedidos aumentou 20%, para 5,5 milhões, enquanto o tíquete médio registrou retração de 12%, para R$402. O levantamento compreende as compras realizadas entre os dias 27 de abril e 11 de maio de 2019. “Podemos observar com os resultados que, apesar de maior participação online, os brasileiros estão mais cautelosos nos gastos. Eles procuram manter o orçamento livre de dívidas, deixando para desembolsar mais nas vésperas da data, após pagamento das contas. Não podemos dizer que esse é um comportamento definitivo, mas um indicador, que será confirmado ou não no decorrer do ano. A dica para os varejistas é se preparar para atender de forma criativa essa demanda de última hora no mundo online-conectado.’, diz Ana Szasz, head de Ebit Nielsen.

De acordo com estimativas da Ebit Nielsen, o período do Dia das Mães pode corresponder a 3,6% dos R$ 61,2 bilhões previstos em faturamento pelo e-commerce em 2019, sendo a segunda data comemorativa mais importante para o calendário do varejo nacional (perde apenas para Natal, que compreende Black Friday).

Moda e Acessórios, Perfumaria e Cosméticos e Casa & Decoração foram as categorias mais compradas com a intenção de presentear. O ranking do faturamento, por sua vez, foi liderado por Eletrodomésticos, Telefonia/Celulares e Casa & Decoração.

E-commerce fatura R$ 2,2 bilhões no Dia das Mães em 2019

E-commerce cresce mais que o varejo tradicional no Brasil.

Apesar de o brasileiro ainda evitar compras desnecessárias, o comércio eletrônico faturou R$ 69 bilhões no Brasil em 2018. Com isso, o chamado e-commerce cresceu 15%, enquanto o varejo tradicional cresceu apenas 2,3% no País, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). É um bom resultado que, para o setor, mostra que o consumidor está cada vez mais disposto a trocar as compras físicas por compras virtuais.

“O comércio online tem crescido cinco vezes mais que o off-line no mundo. É uma tendência. E os números do Brasil mostram isso. Apesar de o consumo ainda estar retraído no País por conta da crise, o e-commerce teve um crescimento significativo porque novos consumidores passaram a testar as compras online”, explicou a líder comercial da consultoria Ebit|Nielsen, Ana Szasz, dizendo que, só em 2018, o e-commerce ganhou 10 milhões de novos consumidores no Brasil. E foi por isso que, além do faturamento, o e-commerce ampliou em 10% o número de transações, chegando à marca de 123 milhões de pedidos online com tíquete médio de R$ 434, segundo a Ebit|Nielsen.

“O e-commerce cresce muito por conta do que representa para o consumidor: facilidade, praticidade e a comodidade de comprar do conforto da sua casa, comparando preços, produtos e ofertas. E a tendência é continuar crescendo, porque muitas pessoas ainda estão conhecendo o universo digital”, reforçou o diretor da ABComm, Maurici Junior, destacando que, por isso, o Nordeste tem registrado a maior taxa de crescimento no uso do e-commerce no Brasil: 27% de aumento, segundo a Ebit|Nielsen. “A região vem ganhando maturidade digital. Por isso, o e-commerce tem ganhado muita força”, explicou Junior, dizendo que a expansão da internet móvel também ajuda a ampliar o setor, tanto que 33% das vendas online já vêm de smartphones e tablets.

Segundo a Ebit|Nielsen, são as compras de telefonia, como as de smartphones, que têm puxado a alta do comércio eletrônico no Nordeste. Também tem se destacado no e-commerce brasileiro, porém, as vendas de moda, perfumaria e cosméticos. “Categorias como as de tecnologia, eletroeletrônicos e eletrodomésticos continuam importantes. Mas o número de pedidos dessas outras categorias têm crescido. Afinal, o tíquete médio desse setores é menor e permite que os consumidores façam um teste ou efetuem mais compras”, explica Ana, dizendo que isso também mostra uma maturação do e-commerce no Brasil. “Estamos saindo do comércio de bens duráveis para o de bens não duráveis. É a mesma rota registrada em países que estão mais à frente nesse processo. A China e a Coreia, por exemplo, passaram por isso e hoje já estão em outra fase, a de consumo fresco, diário”, contou Ana.

O diretor da ABComm lembra, porém, que o e-commerce ainda tem muito espaço para crescer no Brasil. “Apesar das altas taxas de crescimento, essa modalidade só representa de 3% a 4% das vendas do varejo tradicional. É muito pouco. Em países como Estados Unidos e China, essa taxa é de 20%”, pontuou Junior, que, por tudo isso, espera continuar com taxas de crescimento de dois dígitos nos próximos anos.

Em 2019, o varejo tradicional projeta alta de 5,6%, mas a ABComm espera crescer 16%, atingindo R$ 79,9 bilhões em vendas online. A associação ainda espera registrar 265 milhões de pedidos em 87 mil lojas virtuais. E destaca: há espaço para as micro e pequenas empresas (MPEs) no comércio virtual, tanto que as MPEs devem representar 29% do faturamento do e-commerce neste ano.

E-commerce cresce mais que o varejo tradicional no Brasil

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), estima-se que o faturamento das vendas no setor chegue a R$ 79,9 bilhões em 2019.

As novidades e tendências do mundo da tecnologia interferem diretamente na compra e venda de produtos e serviços. Com isso, também há uma mudança na experiência de compra no ambiente on-line, fazendo com que as pessoas consumam mais.

De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), estima-se que o faturamento das vendas no setor chegue a R$ 79,9 bilhões em 2019, um crescimento de 16% em comparação a 2018. O aumento nas vendas deve alavancar o setor e movimentar mais a economia do país. Ainda segundo a ABComm, o comércio eletrônico deve registrar um ticket médio de R$ 301 com um total de 265 milhões de pedidos até o fim de dezembro, totalizando 87 mil lojas virtuais. Micro e pequenas empresas também devem aumentar a sua participação no faturamento, chegando a 29%.

Com o cenário favorável, quem quiser aproveitar e surfar nessa onda precisa estar atento às novidades e oferecer inovações para seus usuários. “As tendências vão facilitar a vida do cliente na hora da compra, proporcionando uma experiência bem diferente, se comparada ao mercado tradicional. O uso da Realidade Aumentada (AR), por exemplo, é uma alternativa para atrair consumidores, pois permite que eles experimentem a sensação de comprar, sem precisar estar necessariamente em uma loja ou onde o produto está”, explica Danillo Saes, coordenador dos cursos de tecnologia da Educação a Distância (EAD) da Unicesumar.

Entre as possibilidades para se destacar neste mercado, o professor também lembra da chatbots, tecnologia que propõe mais qualidade para o atendimento; o blockchain, utilizado para acrescentar confiança e transparência de informações e dados para consumidores e lojistas, além dos pedidos por voz, como as famosas Siri ou Google, mas aplicados às compras. “Lojas virtuais devem continuar focando na experiência do consumidor, especialmente em dispositivos móveis, com a expectativa de que 33% das vendas sejam feitas por meio de smartphones ou tablets”.

Mas quem são esses consumidores? Saes explica que, os e-shoppers podem ser divididos em algumas categorias, definidas pela Officina Sophia, empresa paulistana especializada em conhecimento aplicado aos negócios.

Segundo a Officina Sophia, o cliente experience tech é aquele que apresenta baixo índice de fidelidade, sendo que 30% realiza mensalmente mais de uma compra pela Internet. Já o oportunista, se preocupa com as condições de entrega da mercadoria e sua confiabilidade. O experimentador é aquele consumidor impulsivo, mas que abandona a compra ao perceber que o valor ultrapassa o esperado. O fiel, por sua vez, apresenta o menor índice de abandono do carrinho virtual. Por fim, o negociador, que possui alto poder de barganha, faz pesquisa on-line para negociar em lojas físicas.

Mas, independentemente do perfil do consumidor, é preciso estar atento e tomar alguns cuidados básicos ao fazer compras em e-comemrces. “Nãos e pode esquecer de checar a idoneidade virtual da loja. Além disso, é muito importante verificar a existência de política de segurança, como o uso do “s” após o http – este “s” significa segurança. Outra boa alternativa é consultar o Ebit, que concede selos e mede a reputação de lojas virtuais e dados para o mercado on-line, E, por fim, é importante buscar a opinião de pessoas que já adquiriram produtos pelas lojas de interesse do consumidor”, completa Danillo Saes.

E-commerce deve crescer 16% em 2019