Eu sei que você quer ganhar mais! Penso o mesmo, meu amigo. E é por isso que mantenho minha convicção de que investir no mercado imobiliário é uma boa.

Eu gosto de investimentos imobiliários. Mas volta e meia alguém tenta desafiar minhas convicções. Esses dias um amigo provocador me falou: “se você vender tudo e aplicar na renda fixa ganha mais”. Ouvi e fiz duas ponderações:

1 – O cálculo está certo?

Um erro comum nesta avaliação é comparar o rendimento do aluguel com o da renda fixa e desconsiderar os ganhos com valorização imobiliária. É bem verdade que a forma de estabelecer o valor de um imóvel não é lá uma ciência exata e, portanto, essa informação nunca é uma verdade incontestável.

Mesmo assim, dependendo do prazo e dos índices que forem comparados, a conta pode até fechar. OK, não discuto com números. Então vamos ao segundo “porém”…

2 – Você quer lucrar como a média?

Existem centenas de índices e taxas que são referências para a rentabilidade de investimentos. O CDI é o mais usado para aplicações de renda fixa, enquanto o Ibovespa é uma boa métrica para comprar carteiras de ações. Mas, é claro, cada investidor ganha mais ou menos que eles dependendo dos seus investimentos.

Eu sei que você quer ganhar mais! Penso o mesmo, meu amigo. E é por isso que mantenho minha convicção de que investir no mercado imobiliário é uma boa, seja em fundos ou diretamente. As oportunidades estão por aí e dá para ganhar bem mais do que a média.

Não acredita em mim? A Julia Wiltgen mergulhou nos resultados dos fundos imobiliários no ano passado. O índice que mede o retorno médio deles subiu pífios 5,6%, abaixo do CDI.

Essa é a média… Quem se deu bem mesmo conseguiu retornos da ordem de 30%. Veja todos os detalhes na reportagem completa da Julia.

Recomendo muito a leitura!

Ganho de 30% com fundo imobiliário? Dá sim!

Segundo balanço divulgado pela CBIC, o estoque de imóveis no País teve queda de 10,8% em comparação com o fim de 2017.

O mercado imobiliário residencial mostrou aumento dos lançamentos e das vendas no ano passado no País, de acordo com balanço publicado nesta segunda-feira (25), pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Os lançamentos em 2018 somaram 98,562 mil unidades, alta de 3,1% ante 2017. Por sua vez, as vendas somaram 120,142 mil unidades, crescimento de 19,2%.

Na comparação entre o quarto trimestre de 2018 em relação ao mesmo período de 2017, segundo a pesquisa, os lançamentos atingiram 34,939 mil unidades, queda de 9,0%, enquanto as vendas alcançaram 34,378 mil unidades, avanço de 4,4%. O balanço abrange os dados de 23 capitais e regiões metropolitanas.

O estoque de imóveis residenciais novos (na planta, em obras e recém-construídos) chegou a um nível considerado baixo, que pode gerar escassez de oferta em um futuro próximo, de acordo com avaliação do presidente da CBIC, José Carlos Martins. “O estoque atual equivale a 11 meses de venda. Isso já representa uma preocupação de falta de produtos para venda no futuro”, comentou, durante coletiva de imprensa.

Segundo balanço divulgado pela CBIC, o estoque de imóveis no País atingiu 124.028 unidades no fim de 2018, queda de 10,8% em comparação com o fim de 2017, quando estava em 143.903 unidades – o equivalente a 13 meses de vendas. Há dois anos, a oferta somava 161.803 unidades, o que mostra um forte decréscimo de lá para cá.

A redução do estoque resultou de um volume de lançamentos inferior ao das vendas nos últimos anos no mercado imobiliário nacional. Com a crise, as incorporadoras se concentraram em desovar as unidades no estoque em vez de iniciar novos projetos. Atualmente, o estoque é formado por 25% de unidades na planta, 45% em obras e 30% de prontos.

A CBIC prevê que os lançamentos e as vendas no mercado imobiliário de médio e alto padrão – financiados com recursos da caderneta de poupança – cresçam na ordem de 20% a 30% em 2019 frente a 2018. Já o segmento de moradias populares, dentro do Minha Casa Minha Vida, permanece incerto, diante das restrições de financiamentos.

O crescimento em parte do mercado reflete o aumento da confiança de empresários e consumidores diante da recuperação da economia brasileira, somado a um cenário de manutenção da inflação e dos juros baixos, segundo Martins. Além disso, o tamanho atual do mercado ainda é menor do que de anos atrás, antes dos impactos da crise. “Estamos muito animados com o mercado neste ano”, afirmou.

Martins disse que as expectativas de recuperação do mercado não dependem tanto da aprovação da Reforma da Previdência. “O mercado cresceu no ano passado, mesmo sem reforma. Não tem relação direta. Mas é claro que, se a reforma passar, vai gerar um clima mais positivo como um todo para a economia brasileira e para o mercado imobiliário”.

Mercado imobiliário fecha 2018 com alta de 19,2% em vendas