A UNICEF lançou em parceria com a Ethereum Foundation um fundo para baseado em criptoativos para fomentar suas ações humanitárias.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) lançou na noite de terça-feira um fundo baseado em criptomoeda que a UNICEF usará para financiar tecnologias de código aberto que beneficiará crianças e jovens em todo o mundo. O principal projeto beneficiado será a iniciativa GIGA, que tem por meta conectar escolas de todo o mundo à Internet.

Com o lançamento do fundo, a UNICEF representa a primeira organização das Nações Unidas (ONU) a manter e realizar transações denominadas em criptomoedas.


O principal colaborador do fundo é a Ethereum Foundation (EF), Prescrypto, Atix Labs e Utopixar. Esta notícia foi anunciada pela diretora executiva da EF, Aya Miyaguchi, na conferência Devcon V, realizada em Osaka, na manhã de quarta-feira (JST) horário do Japão.


Fundo de Criptomoeda da UNICEF é o primeiro a ser lançado pelas Nações Unidas

Representante da Tecban, BNDES e Associação brasileiro de criptoativos e blockchain (ABCB) que o BACEN não tem a competência para regular o Bitcoin ou qualquer criptomoeda.

Em evento ocorrido no Rio de Janeiro, sobre o mercado de Fintechs, Fábio Carneiro, especialista em supervisão bancária do Banco Central (BACEN), afirmou em painel apresentado com a presença de representante da Tecban, BNDES e Associação brasileiro de criptoativos e blockchain (ABCB) que o BACEN não tem a competência para regular o Bitcoin ou qualquer criptomoeda, pois estes ativos não estão custodiados em lugar algum, não são classificados como divisas por nenhum banco central mundial e tampouco são títulos mobiliários. A não ser na blockchain, que é um registro distribuído e sem local específico, onde não se pode regular, propriamente. Leia mais sobre o posicionamento da Febraban a respeito das criptomoedas aqui.

Em disclaimer feito no início do debate, Fábio Carneiro declarou que suas opiniões não representam o posicionamento oficial do BACEN. Seguindo em seu painel, Carneiro colocou que hoje o BACEN está mais atento aos riscos regulatórios que o Projeto Libra representa à política monetária nacional e em todas as praças onde a stablecoin da Associação Libra irá atuar. Leia mais sobre a posição da União Europeia sobre o Projeto Libra aqui.

Para Carneiro, as operações em criptomoedas no Brasil deveriam se preocupar simplesmente com os riscos e custos regulatórios que advirão das regulações feitas pelo Congresso e às propostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pela Receita, como a Instrução Normativa 1.888, que já está causando estragos no mercado de corretagem de criptomoedas no Brasil. A corretora Bitjá, de Recife, anunciou que encerrará suas operações devido aos custos regulatórios da IN Nº 1.888.

Em 7 de maio, a Secretaria da Receita Federal (RFB) anunciou a Instrução Normativa Nº 1.888, divulgada no Diário Oficial, estabelecendo mudanças referentes às bolsas de criptoativos no Brasil, como reportamos aqui em primeira mão.

Criptomoedas não são reguláveis, afirma regulador do Banco Central

A orientação da Receita Federal é para que contribuintes a incluam na declaração, como qualquer outro bem, mesmo sua negociação ainda não sendo regularizada.

Criptomoeda: é um tipo de moeda virtual que utiliza a criptografia para garantir mais segurança em transações financeiras na internet. Usa um código virtual que pode ser convertido em valores reais.

Bitcoin: é uma criptomoeda, isto é, uma moeda virtual. É uma moeda assim como o Real ou o Dólar, entretanto não é controlada por nenhum banco central.

Declaração de Bitcoins e Criptomoedas

Caso tenha comprado ou vendido bitcoins ou outras criptomoedas no ano passado, é necessário informar a posse bem como os lucros obtidos com esse tipo de transação na declaração do Imposto de Renda.

De acordo com as corretoras de criptomoedas, no Brasil, já são 1,4 milhão de pessoas investindo nas moedas digitais.

Como houve um crescimento acentuado dos bitcoins, a orientação da Receita Federal é para que contribuintes a incluam na declaração, como qualquer outro bem, mesmo sua negociação ainda não sendo regularizada.

Já que esse tipo de moeda é considerada ganho de capital e, portanto, devem ser declaradas como bens, assim como carros ou ações na bolsa.

As vendas de até R$ 35 mil por mês estão isentas de IR, entretanto além desse valor, deve ser declarado primeiro no programa de Apuração dos Ganhos de Capital (GCAP2018), também disponível para download no site da Receita Federal.

A cobrança é progressiva, isto é, depende do quanto se lucra. Maior lucro terá maior taxação.

A alíquota inicial é de 15% sobre operações que gerem ganhos de até R$ 5 milhões ao mês. Sobe para 17,5%, se o ganho superar R$ 5 milhões e ficar abaixo de R$ 10 milhões.

Vendas que geram ganhos entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões pagam 20%.

E acima de R$ 30 milhões mensais, a alíquota é de 22,5%.

No caso de já ter negociado bitcoins ou outras criptomoedas antes de 2017, e não ter declarado ao Fisco, a recomendação de especialistas é que seja feita a retificação das declarações de IR anteriores.

Como Declarar Bitcoins no IR

  • As bitcoins adquiridos devem ser declaradas no programa de Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física, disponível para download no site da Receita Federal. Informe a compra na ficha de Bens e Direitos.
  • É preciso discriminar a quantidade de criptomoedas adquiridas, o nome da corretora que fez a transação e a cotação do dia da compra.
  • A Receita considera apenas o câmbio do dia na hora de fazer o cálculo da alíquota.
  • A declaração é feita até o último dia do mês seguinte da venda. Se a venda foi feita em dezembro, por exemplo, a declaração deve ser feita até o último dia do mês de janeiro.
  • Para a declaração anual do IR, que acontece entre março e abril, os dados devem ser transferidos para o programa do IRPF.
  • Importante: O prazo para regularização de todas as transações não declaradas é de até cinco anos, mas haverá multa e juros sobre o valor. Transações com o valor abaixo de R$ 35 mil estão isentas de declaração.

    Como Declarar Bitcoins e outras Criptomoedas no Imposto de Renda

    O Tether é a “stablecoin”, ou moeda estável, mais usada no mundo, uma categoria de tokens que procura evitar flutuações de preço.

    Qual a criptomoeda mais usada do mundo? Se sua resposta for Bitcoin, que representa cerca de 70% de todo o valor de mercado global de ativos digitais, provavelmente está errada.

    Embora números concretos sobre volumes de negociação sejam difíceis de encontrar neste canto obscuro das finanças, dados da CoinMarketCap.com mostram que o token com o maior volume diário e mensal de negociação é o Tether, cuja capitalização de mercado é 30 vezes menor. O volume do Tether superou o do Bitcoin pela primeira vez em abril e tem consistentemente sido maior desde o início de agosto em cerca de US$ 21 bilhões por dia, segundo o provedor de dados.

    Como o volume mensal de negociação do Tether é cerca de 18% maior que o do Bitcoin, o token é, sem dúvida, a moeda mais importante no ecossistema das criptomoedas. O Tether também é uma das principais razões pelas quais os reguladores veem as criptomoedas com cautela e colocaram barreiras aos fundos negociados em bolsa com moedas digitais devido à preocupação com a manipulação do mercado.

    “Se não houver Tether, perderemos uma quantidade enorme de volume diário, cerca de US$ 1 bilhão ou mais, dependendo da fonte de dados”, disse Lex Sokolin, codiretor de tecnologia financeira global da ConsenSys, que oferece tecnologia blockchain. “Alguns dos possíveis padrões de negociação no mercado podem começar a ruir.”

    O Tether é a “stablecoin”, ou moeda estável, mais usada no mundo, uma categoria de tokens que procura evitar flutuações de preço. É também um caminho para a maioria dos traders ativos do mundo no mercado de criptomoedas. Em países como a China, onde as trocas de criptomoedas são proibidas, as pessoas podem pagar em dinheiro para obter Tethers com poucas perguntas, de acordo com Sokolin. A partir daí, podem trocar Tethers por Bitcoins e outras criptomoedas, disse.

    “Para muitas pessoas na Ásia, elas gostam da ideia de que é uma coisa opaca e fora do alcance do governo dos EUA”, disse Jeremy Allaire, CEO da Circle, que apoia uma moeda estável rival chamada USD Coin. “É um recurso, não um problema.”

    A plataforma Tether, que enfrenta processo em Nova York por supostas irregularidades, diz que é necessário usar um formulário de cadastro do cliente e um processo de aprovação para emitir e resgatar a moeda.

    Traders asiáticos respondem por cerca de 70% de todo o volume de negociação de criptomoedas, de acordo com Allaire, e o Tether foi usado em 40% e 80% de todas as transações em duas das principais bolsas do mundo, Binance e Huobi, respectivamente, disse a Coin Metrics no início do ano.

    Tether, não Bitcoin, seria moeda digital mais usada do mundo.

    Vale Presentes aceitos na plataforma já podem ser comprados com Bitcoin, após parceria com o BitPay.

    O Mercado Livre aceitará criptomoedas como forma de pagamento através de vale presentes. Desse modo, a parceria da gigante e-commerce com o Bitcoin permitirá a compra de praticamente qualquer item no site. Além disso, o Mercado Pago também está integrado com o novo sistema, através de uma parceria com o BitPay.

    Acontece uma aproximação maior entre o Mercado Livre e as criptomoedas. Embora a plataforma ainda não aceite pagamentos com bitcoins de forma direta, é possível utilizar a criptomoeda no site como Vale Presente. Sendo assim, a quantia ainda poderia ser transferida para o Mercado Pago, permitindo uma conexão entre todos os serviços.

    Uma conexão entre o Mercado Livre e o Bitcoin

    O BitPay permitirá que Vale Presente sejam comprados na plataforma do Mercado Livre com criptomoedas. A inovação cria uma conexão entre a maior e-commerce da América Latina e pagamentos em criptomoedas.

    Não será possível escolher o Bitcoin como forma de pagamento diretamente na plataforma do Mercado Livre. Essa ligação acontecerá através de Vale Presentes, que podem ser comprados através de criptomoedas como o Bitcoin.

    Ainda será necessário comprar inicialmente os Vale Presentes. Neste momento que o saldo será convertido em reais, através dos vales que podem ser utilizados para compras no Mercado Livre.

    Mercado Pago também se aproxima da criptomoeda

    O mesmo procedimento utilizado no Mercado Livre já faz sucesso no Mercado Pago. A utilização do Vale Presente como recarga de saldo em contas no Mercado Pago acontece há cerca de dois anos. A plataforma de pagamentos é considerada uma das maiores do Brasil, e aceita criptomoedas. Ou seja, é possível pagar por compras e serviços no Mercado Pago utilizado o Bitcoin, por exemplo.

    A tarefa é a mesma que é utilizada para a conversão de saldo de criptomoedas em reais brasileiros no Mercado Livre. Também no Mercado Pago, será preciso comprar o Vale Presente primeiro. Somente através do vale que será possível a conversão entre criptomoeda e real, antes de utilizar o saldo no Mercado Pago.

    Da mesma forma, um Vale Presente do Mercado Livre poderá ser utilizado para recarga em contas do Mercado Pago. O BitPay permitirá que o Bitcoin seja utilizado na plataforma, que deverá aceitar outras criptomoedas.

    Bitcoin Cash também poderá ser utilizado

    Uma integração entre os serviços do BitPay e o Mercado Livre deverá permitir o acesso a Wallet de criptomoedas do aplicativo blockchain. Além do Bitcoin, outras criptomoedas vão ser introduzidas para compras no Mercado Livre e recargas no Mercado Pago.

    O Bitcoin Cash (BCH) já pode ser utilizado, assim como o Bitcoin. Posteriormente, o Éther (ETH) deverá ser a próxima criptomoeda aceita para a compra de Vale Presente no Mercado Livre. O e-commerce possui mais de 170 milhões de clientes espalhados por vários países da América Latina.

    Bitcoin no Mercado Livre: e-commerce passa a aceitar criptomoedas

    Site da campanha da brasileira aceita cinco tipos de criptomoedas.

    Uma pré-candidata a uma vaga na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos em 2020 está a aceitar doações em criptomoedas. Trata-se da brasileira Agatha Bacelar, uma engenheira e designer formada pela Stanford University, que vai concorrer contra a porta-voz e atual deputada Nancy Pelosi.

    Ela serviu na Emerson Collective and Democracy Earth e destaca que o futuro e a liberdade econômica economia vale a pena ser vividos agora e todos deve m ter acesso.

    De acordo com o site de campanha da brasileira, ela aceita doações em cinco tipos de criptomoedas, incluindo Bitcoin (BTC), Ether (ETH), Bitcoin Cash (BCH), Litecoin (LTC) e USD Coin (USDC).

    Agatha pretende obter a sua indicação para ser candidato democrata pelo 12º distrito da Califórnia nas eleições primárias que ocorrem em 3 de março de 2020. Até agora, sua campanha levantou US$ 5.000 em uma meta de US$ 1 milhão. Ela afirma que o objetivo é igual ao valor das ações de Pelosi no Facebook.

    Pelosi representa São Francisco no Congresso há 31 anos. Como presidente da Câmara, ela exerce influência significativa no processo político norte-americano e recentemente defendeu uma investigação de impeachment do presidente Donald Trump.

    A brasileira criticou o nível de conhecimento tecnológico da Câmara de deputados, argumentando que apenas 3% dos membros têm alguma experiência em ciências, tecnologia, engenharia e matemática.

    Agatha tem 27 anos de idade e reside na cidade de San Francisco.

    Brasileira aceita criptomoedas para campanha a deputada estadual em 2020

    Medida permite a remuneração em moeda virtual desde que os pagamentos sejam regulares e fixos, a partir de 1º de setembro

    A Nova Zelândia se tornou o primeiro país a legalizar o pagamento em criptomoedas, como o bitcoin, a partir do dia 1º de setembro. A decisão foi publicada no último dia 7 pelo Departamento de Receitas Internas (IRD, na sigla em inglês), órgão que regulamenta os tributos no país, e terá duração mínima de três anos.

    A medida permite a remuneração em moeda virtual desde que os pagamentos sejam regulares e fixos, não incluindo trabalhadores autônomos. A regulamentação também determina que a criptomoeda esteja atrelada a uma moeda física. As companhias que optarem pelo pagamento em criptomoeda poderão deduzir os impostos de acordo com a legislação vigente no país.

    A decisão inédita da Nova Zelândia deve contribuir ao debate sobre o papel das moedas digitais no sistema financeiro contemporâneo. Nesta semana, a China anunciou que está prestes a lançar a sua própria moeda digital, após mais de três anos de desenvolvimento.

    A discussão sobre a regulamentação das criptomoedas ganhou novo fôlego nos últimos meses após o Facebook anunciar o lançamento da Libra, com apoio com dezenas de entidades financeiras e varejistas, para o início de 2020. A notícia gerou repercussão em diversos países com o pedido de maior controle por parte das autoridades políticas e econômicas. Diante das críticas, a rede social chegou a afirmar que pode suspender o lançamento.

    Nova Zelândia se torna o primeiro país a legalizar salários em criptomoeda

    Segundo sites internacionais, Banco do Povo deve anunciar em breve o projeto após cinco anos de desenvolvimento

    O banco central da China esta prestes a lançar a sua própria criptomoeda, informaram sites internacionais citando o vice-diretor do departamento de pagamentos do Banco do Povo da China, Mu Changchun. Segundo as informações, o burocrata afirmou durante uma reunião na cidade de Heilongjiang que a nova modela virtual está “quase pronta” após cinco anos de desenvolvimento.

    A moeda virtual chinesa visa a redução do custo com a impressão das cédulas tradicionais e dar mais controle do sistema financeiro ao banco central. De acordo com Changchun, a crioptomoeda poderá ser emitida pelo governo e por bancos tradicionais. O vice-presidente também afirmou que o produto não será baseado em blockchain, a mesma tecnologia por trás do bitcoin, já que o sistema não tem validade na China.

    A China anunciou o projeto em 2014, mas desde então não divulgou muitas novidades. A divulgação ocorre em um momento delicado para o mercado de criptomoedas após as reações ao lançamento da Libra, a criptomoeda encabeçada pelo Facebook. Após diversas polêmicas e pedidos de regulamentação por políticos de diversos países, a rede social chegou a afirmar que o projeto pode ser abortado.

    Criptomoedas: governo da China prestes a lançar moeda digital oficial

    Modelo sai mais barato para quem quer fazer a conversão de criptomoeda e reais, transação que chega a pagar taxas de até 2,5% do valor e até 10 reais por retirada

    A fintech Uzzo, de soluções de pagamentos com criptomoedas, anunciou nesta sexta-feira uma parceria com a bandeira Elo, que permitirá a conversão de moeda digital em reais para pagamento de compras no Brasil e no exterior.

    “Agora, já não será mais preciso ficar em busca de uma loja ou restaurante que aceite o bitcoin”, afirmou em nota o presidente da Uzzo, Thiago Lucena. “Isso dá mais poder de escolha e liberdade para nossos clientes e para os donos de estabelecimentos”.

    Segundo a fintech, o modelo sai mais barato para quem quer fazer a conversão de criptomoeda e reais, transação que chega a pagar taxas de até 2,5% do valor e até 10 reais por retirada.

    “E muitas vezes é preciso esperar dois dias para que o dinheiro esteja disponível. Com a conta Uzzo não há taxa e o cliente também recebe cashback de até 1%”, disse Lucena.

    Para converter as criptomoedas em tempo real será preciso realizar as operações no horário comercial, das 9h às 17h.

    Parceria permitirá conversão de criptomoeda para reais no pagamento com cartão

    Uma solução contra a volatilidade das criptomoedas é a criação das chamadas Stablecoins

    O conceito de criptomoeda foi uma das maiores revoluções que surgiu no mercado financeiro dos últimos tempos. Muito se especulava em torno do futuro das moedas tradicionais, visto que o próprio papel-moeda se torna cada vez menos relevante em uma sociedade que realiza transações majoritariamente online. O mercado chegou a acreditar que o advento do criptoativo decretaria o fim dinheiro como nós o conhecíamos. Um tempo se passou e ainda aguardamos que o blockchain atinja o seu enorme potencial.

    Recentemente, as criptomoedas encabeçaram as notícias com o anúncio de que o Facebook, uma das empresas mais disruptoras do mercado, lançaria a sua própria criptomoeda, a Libra, em breve. O anúncio, contudo, mingou. Mark Zuckerberg foi sabatinado por órgãos reguladores do mercado para esclarecer os limites da sua moeda virtual, acendendo o sinal amarelo para a companhia. Mais recentemente, o Facebook parece ter voltado atrás, anunciando, em seus resultados do segundo trimestre de 2019, que a Libra poderia nem sair do papel – o objetivo era que a moeda entrasse em vigor já em 2020.

    À parte de todos os problemas que uma tecnologia altamente inovadora pode representar para um mercado um tanto conservador, o maior entrave que as criptomoedas parecem enfrentar para sua plena aceitação é a forte flutuação de preços, que impede que elas exerçam plenamente as funções de meio de troca e de medida de valor.

    Uma solução contra a volatilidade das criptomoedas é a criação das chamadas Stablecoins, cuja tradução mais comum e literal é “moeda estável”. A conotação com a moeda física é importante, pois o propósito das Stablecoins consiste justamente em dotar as criptomoedas da estabilidade característica das chamadas “moedas fortes”, ou divisas, como o dólar, o euro, o iene.

    Esse propósito de “estabilizar” o valor das criptomoedas significa, em geral, constituir garantias em ativos, bens ou moedas reais, de modo a relacionar, ou indexar, o valor da Stablecoin ao valor dessas garantias. Exemplo disso é o GMC da Gomoney, criptomoeda atrelada à cotação do dólar e que visa facilitar negócios entre as pessoas ao redor do mundo.

    Cada Stablecoin tem em comum a aceitação dos tokens a um ativo do mundo real, de modo que seja possível equiparar o dinheiro virtual ao dinheiro físico, combinando as vantagens de ambos: a segurança, a descentralização e a agilidade do digital, com a maior estabilidade do dinheiro em espécie.

    Cotações mais estáveis contribuirão para a transição de produtos financeiros convencionais, como empréstimos, investimentos, entre outros, para a tecnologia blockchain. Para quem usa as criptomoedas como poupança, as Stablecoins são a melhor opção. Normalmente, atreladas a uma moeda forte, se beneficiam em sinais de crise.

    Criptomoedas estáveis unem o melhor dos mundos digital e real