O projeto será financiado, em parte, pela criptomoeda específica para a área de infraestrutura, que será lançada em junho de 2018.

Vou ter que tirar o chapéu para o Governo de São Paulo agora! Semana passada eles assinaram uma Parceria Público-Privada (PPP) com empresa americana para realização do programa Ilumina SP. O grande lance é que o projeto será financiado, em parte, pela criptomoeda BuildCoin, moeda específica para a área de infraestrutura, que será lançada em junho de 2018.

Como já sabemos, o uso de criptomoedas é baseado no blockchain, que, neste caso, permite melhorar a integração do mercado de construção civil, reduzir os custos transacionais, garantir o uso de contratos inteligentes entre os elos da cadeia e promover um fundo de financiamento para as empreitadas registradas na plataforma sem a cobrança de juros.

O legal também é que eles estão se preocupando com interoperabilidade. Olha o que a subsecretária de parcerias e inovação, Karla Bertocco, disse: “Uma grande preocupação do Estado de São Paulo é que as diferentes cidades que implementarem a PPP façam com a mesma linguagem ou com linguagem compatíveis. Porque quando se tem esse conceito de cidades inteligentes, que inclui além de energia, o wifi e também sistema de monitoramento por câmera, se cada um fizer de uma maneira, acabamos perdendo uma oportunidade de ter uma informação integrada e com isso melhorar os serviços públicos, inclusive do Estado, como a segurança pública e gestão de congestionamento”.

Confira mais detalhes da parceria no site do Governo de SP.

A iniciativa é fantástica! Contudo, para bancar advogado do diabo, algumas dúvidas pairam no ar:

– E a regulação das criptomoedas no Brasil, que ainda não saiu?
– E se der algum pepino, como vão fazer, uma vez que o Brasil ainda não tem legislação específica para moedas digitais?
– Como eles vão lidar com a volatilidade no valor da criptomoeda?

Este site aqui levantou essas e outras questões muito interessantes. Vale a pena ler!

De qualquer forma, como dizem por aí, é melhor pedir desculpas do que pedir permissão!

Vai lá, São Paulo!! Uhuuuu!!

Governo de São Paulo usará criptomoeda em PPP de iluminação

Memorando que será celebrado entre os bancos de desenvolvimento do Brasil e da Alemanha prevê teste conceito no Fundo Amazônia.

Com o objetivo de conhecer o panorama geral do mercado, buscar oportunidades de negócios e formar parcerias, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem trocando experiências com empresas, centros de pesquisa e instituições financeiras que se dedicam desenvolvimento da tecnologia blockchain. Nesse contexto, a diretoria do BNDES aprovou a celebração de memorando de entendimento com o KfW, o banco de desenvolvimento alemão, para promover a cooperação entre as duas instituições no aprimoramento do software TruBudget.

A ferramenta foi desenvolvida pelo KfW para aprimorar a transparência e a eficiência no uso de recursos públicos que financiam o desenvolvimento. Embora seja baseado em tecnologia similar à do bitcoin, o TruBudget não envolve o uso de uma moeda virtual: trata-se de uma ferramenta de fluxo de trabalho que utiliza uma blockchain privada, e não pública, como a do bitcoin.

Até maio, o BNDES fará um teste-piloto do aplicativo no Fundo Amazônia. O Fundo, que é gerido pelo BNDES, tem o banco alemão como um dos doadores e realiza operações financeiras não reembolsáveis, que são o foco do memorando.

Pelo acordo, o KfW fornecerá ao BNDES acesso ao repositório de software e gerenciará todas as outras plataformas e ferramentas relacionadas necessárias para colaborar e trabalhar na melhoria do TruBudget. O banco alemão também oferecerá suporte técnico à aplicação da ferramenta.

Durante os testes, o BNDES compartilhará regularmente entre os participantes informações sobre o uso do TruBudget. O Banco não o usará para fins comerciais nem reivindicará a propriedade intelectual para o software ou uma versão modificada dele. Durante a execução conjunta do projeto, o KfW pretende formalizar a licença do TruBudget na modalidade de código aberto.

Tecnologia blockchain será objeto de cooperação entre BNDES e KfW

Consumo de energia elétrica para produzir moedas digitais tem preocupado autoridades em várias partes do mundo.

A quantidade de energia elétrica necessária para produzir moedas digitais, tais como Bitcoin, Ethereum e outras, tem despertado preocupação das autoridades em várias partes do mundo. As discussões giram entorno do desequilíbrio elétrico localizado e do impacto ambiental causados por essa indústria. Há países como a China e o Canadá, por exemplo, que já manifestaram desagrado com o avanço da atividade em suas fronteiras, de acordo fontes ouvidas pela Agência CanalEnergia.

A mineração de criptomoedas é o processo de criar novas moedas virtuais e de registrar as transações realizadas entre os agentes. O termo ficou popular pela semelhança com o processo da mineração do ouro, onde garimpeiros trabalham arduamente, quase sempre sob condições precárias, para conseguir encontrar algumas gramas do metal valioso. No mundo virtual, ao invés de pás e peneiras, a mineração é feita a partir de softwares específicos instalados em supercomputadores, rodeados de climatizadores de ar, e que funcionam 24 horas, 7 dias na semana.

Eletrointesivo móvel

Com o boom das criptomoedas, especialmente o Bitcoin, o elevado consumo de energia elétrica na sua mineração tem recebido cada vez mais atenção. De acordo com estimativas da Digiconomist (Bitcoin Energy Consumption Index – BECI), já beira os 50 TWh o consumo anual com operações de mineração de Bitcoin em todo o mundo, algo da ordem de 10% do consumo total de energia elétrica no Brasil.

A China responde por cerca de 80% desse montante e estima-se que o Brasil represente uma fatia mínima desse consumo. Os mineradores buscam energia barata, já que representa o principal custo dessas operações. A China, assim como outros países, tem cogitado restringir a mineração e até mesmo banir as criptomoedas.

Pode-se ver o minerador como um consumidor eletrointensivo “móvel”. Os processadores estão usualmente em contêineres e o deslocamento destes contêineres funciona como um mecanismo de gestão de risco natural contra o preço alto da energia. “Diante da possibilidade de movimentação, o investimento em infraestrutura para estas cargas deve ser pensado com cuidado. Além disso, os processadores podem ser rapidamente desativados caso haja desvalorização da moeda, por exemplo. Isso tudo introduz uma nova dinâmica aos estudos de planejamento”, explica Luiz Barroso, presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Segundo Thiago Barral, diretor de Estudos Econômicos e Meio Ambiente da EPE , apesar de a atividade de mineração ainda ser pouco relevante no crescimento do consumo de energia, as autoridades devem estar atentas. Os efeitos locais podem ser relevantes, caso um grande número de mineradores resolva instalar-se no mesmo lugar.

Como essa atividade pode ser feita até mesmo em uma garagem, o especialista recomenda que as distribuidoras monitorem rápidos aumentos das perdas comerciais em determinadas áreas, para que ações corretivas possam ser tomadas. Autoridades chinesas já realizaram operações contra o roubo de energia para kns de mineração e mais de 6 mil máquinas foram apreendidas em 2016.

A rede Bitcoin usa o Blockchain para registrar todas as transações. A tecnologia, aplicada nas operações comerciais, acaba com a necessidade do intermediário de cobrança (um banco, por exemplo) para garantir a segurança das transações. A tecnologia permite que se mantenha um registro contábil público e seguro pela internet. Esse registro não é controlado por ninguém. No Blockchain, todas as transações são registradas, inclusive informações sobre data, hora, participantes, quantias de cada transação. Cada “nó” possui uma cópia das operações anteriores. Os princípios matemáticos asseguram que esses nós concordem continua e automaticamente. Se alguém tentar alterar os dados, esses nós não chegarão a um consenso, logo, o sistema irá recusar a transação.

Barral explica que existe um trade-off entre segurança e custo de mineração de criptomoedas, ou seja, quanto mais proteção se busca no registro das transações, maior a complexidade da criptograka e o consequente custo computacional, com aumento do consumo de energia. A valorização das criptomoedas, em especial o Bitcoin, gera concorrência e uma corrida por processadores cada vez mais potentes, acelerando brutalmente o consumo de energia nessa atividade.

Ele conta que os fatores determinantes na atração da atividade de mineração são três: (i) energia elétrica barata; (ii) clima ameno, que reduz o consumo de energia com climatização; (iii) acesso a internet de qualidade. Na China, as instalações de maior porte estão concentradas no interior do país, onde os mineradores tem acesso à energia hidrelétrica barata, já amortizada e vendida “a custo”, e se beneficiaram de sobrecapacidade instalada (sobretudo hidrelétrica e carvão).

A participação do Brasil nessa atividade até agora tem sido desprezível, mas o Paraguai tem atraído investidores devido ao baixo preço da energia elétrica. De acordo com o gerente de projetos da PSR, consultoria brasileira especializada no setor de energia, o consumo de energia no Paraguai tem crescido a taxas superiores a 10% ao ano.

“Como a energia é um dos principais custos da mineração de criptomoedas, é natural que agentes atuantes nesse setor busquem regiões onde a energia é mais barata. A Islândia, por exemplo, que tem um excelente potencial hidrelétrico e geotérmico, tem se mostrado um destino atraente para data centers – e este é um caminho natural para o Paraguai, que possui um potencial hidro muito maior que a demanda do país”, diz Cunha.

Como a tarifa de energia no Brasil é alta, nosso país não precisa se preocupar diretamente com a atuação dos mineradores de moedas digitais. Porém, concorda que um aumento do consumo no país vizinho pode trazer consequências por aqui no futuro, pois pode impactar nos montantes de energia que o Paraguai disponibiliza da hidrelétrica Itaipu (PR-14.000 MW) para o Brasil após 2023, quando o acordo binacional entre os países deverá ser renegociado.

Na opinião de Rocelo Lopes, quanto mais popular e mais valorizadas ficarem as moedas digitais, mais investidores vão migrar para esse negócio. E como alguns países estão proibindo essa atividade, é possível que o Paraguai atraia mais interessados. Lopes diz que tem estabelecido conversas com a estatal Ande, para que haja investimento em infraestrutura de energia elétrica tem de acomodar essas “fazendas de mineração”.

O impacto ambiental da mineração de criptomoedas também tem sido cada vez mais discutido, com questionamentos acerca da relação custo/benefício. Há críticas em relação às emissões que toda cadeia de mineração pode causar no planeta. Algumas criptomoedas, como a Ethereum (principal “concorrente” do Bitcoin), planejam alterar o processo de mineração para um modelo que exija menos energia.

Moedas digitais e o impacto na rede elétrica

O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação – ITI publica o artigo “Síntese Blockchain”, de autoria do assessor técnico da presidência.

1. INTRODUÇÃO

Quanto mais se detalha blockchain ou cripto moeda, mais se tem consciência do quanto essa tecnologia é engenhosa, incita pensamento técnico, fomenta a curiosidade, ajuda internalizar conceitos, permite perceber que esta tecnologia pode mudar o modo de interação entre pessoas, órgãos do Governo, empresas públicas e privadas. Ao se ater às teorias matemáticas que possibilitaram o desenvolvimento de aplicações seguras e eficientes, não se percebe dificuldade no entendimento das provas matemáticas, vislumbra-se provocação à curiosidade. O ITI busca conhecimento técnico suficiente para dialogar no mesmo tom com técnicos que tem conhecimento aprofundado, propor soluções, analisar projetos, realizar parcerias com órgãos governamentais e com a iniciativa privada. Enfim, o ITI se empenha para contribuir tecnicamente, disseminar sentimento técnico e provocar uma entoada tecnológica, fomentando a pesquisa, objetivando prospecção tecnológica. Com conhecimento técnico sobre redes que contemplam blockchain, como exemplo redes de cripto moedas, percebe-se os porquês de sua beleza tecnológica, de sua sutiliza, aceitação e uso quase que desenfreado pela sociedade. O intrigante é que todo processo realizado de forma seriada, intermitente ou periódica pode ser registrado de forma encadeada em um blockchain, bastando para tanto mensurar a estratégia, relacionando interesse técnico e político, burocrático, estrutural e financeiro.

Blockchain é uma tecnologia promissora. É base de aplicações diversas, como as de cripto moedas e as de registro de documentos, dispostos em blocos encadeados e vinculados, em ambientes descentralizados. O encadeamento é feito de tal forma que é pouco provável que ocorram alterações em seus registros e que essas passem despercebidas ou desapercebidas.

É possível que diversas outras aplicações baseadas em blockchain ainda sejam criadas e, em pouco tempo, venham fazer diferença e consolidem-se como algo ainda maior, causando impacto social significativo, implicando em mudanças culturais e cotidianas irreversíveis. Com o usufruto dessa tecnologia, seja para comodidade do cidadão, seja para controle e transparência, como as cripto moedas que vêm revolucionando e mudando prognósticos e prospecções, sejam as aplicações para registro e encadeamento de documentos, sua concepção, internalização e culturalização poderão implicar em mudança comportamental relevante na população. Nesse caso, é importante considerar dois princípios: primeiro, se é o caso prover serviço cuja homologação ocorra de forma descentralizada; segundo, se transparência é o princípio a ser alcançado.

O fato é que blockchain é base dessa dicotomia, alicerce das aplicações de cripto moeda e registro de documentos de forma encadeada e vinculada. É comum ocorrer comentários sobre cripto moedas, ou registro de documentos encadeados, ressaltando a tecnologia e nomenclatura blockchain, por um lapso deixa-se de mencionar a aplicação. Blockchain tornou-se uma marca, as aplicações embora as mais diversas quase que são esquecidas diante do princípio tecnológico: encadeamento de blocos com verificação descentralizada por meio de desafios. Há de se considerar que tornar-se-ia difícil de se consolidar sistemas com transações e verificações descentralizadas assinadas digitalmente, exclusivamente, onde a origem estaria sendo contemplada, mas a vinculação do destino talvez não.

Aplicações que vinculam e encadeiam documentos são peculiares, talvez pouco diferenciadas comparando-se àquelas desenvolvidas para cripto moedas, tanto por motivo de seu uso quanto para quem os utiliza. Aplicações exclusivas para vinculação de documentos não têm o porquê de serem baseadas em ‘provas de trabalho’ – PoW, por meio de desafios, além de que os documentos ou as informações não necessariamente são gravados nos blocos de registros. Também, o desenvolvimento ou definição de uma aplicação para essa finalidade depende do interesse de empresa ou do Estado, porque demanda infraestrutura, interesse em transparência e disponibilização de documento e informação não necessariamente de acesso irrestrito.

Por sua vez, cripto moeda pertence a uma classe de aplicações bem mais difundida no ‘mundo’ blockchain. Aplicações como as de cripto moedas são mais do que um sistema, são topologias em si porque são por demais complexas e, ao mesmo tempo, como se houvesse uma dicotomia de conceitos e pressupostos, são transparentes para os usuários. O intrigante é que o núcleo de poucas cripto moedas derivam centenas de outras.

Por enquanto, das aplicações de blockchain hoje existentes, a mais impactante, mais conhecida e até enigmática são as de cripto moedas. A ideia de cripto moedas, analisada como ideia somente, chega a ser excêntrica: a partir de um sistema, pessoas passam a comprar e vender moedas digitais, algo como um ‘ativo digital’, que se valoriza devido a demanda, não pelo ‘produto material’, que não existe. Quem as compra não recebe dividendos, tem lucro apenas em caso de haver demanda. Têm flutuações talvez pela falta de lastro, talvez por serem recentes, talvez porque não necessariamente tenham liquidez. Há centenas de moedas disponíveis, que em sua maioria têm dificuldades em se estabelecer por serem menos conhecidas.

Para uma cripto moeda, inicialmente sem valor, são oferecidas certas quantidades para usuários quaisquer – por isso são nominadas como Initial Coin Offering – ICO – quando do lançamento da aplicação são repassadas gratuitamente. Depois, aguarda-se sua aceitação, disseminação e comercialização. Isso acontece sem um aparente lastro, sem comando centralizado, baseado na confiança depositada por usuários, investidores, que passam a acreditar e confiar na tecnologia, no processo e no sistema. Inclusive, quesitos como esses talvez são considerados, subjetivamente entendidos, como lastro de moedas digitais.

Entre outras peculiaridades de cripto moedas está a implementação e desenvolvimento das aplicações. Sua topologia é por demais complexa. Por exemplo, em sua criação fixa-se a quantidade máxima de moedas, o tempo aproximado para os mineradores formalizarem e homologarem cada transação, possibilita cobrança de taxa de serviço por parte das mineradoras cobradas dos usuários e, a ideia mais intrigante, recompensa o minerador que primeiro autorizar a transação como correta por meio de realização de desafios baseados em “Força [computacional] de Trabalho” realizada pelo minerador. Os resultados são obtidos probabilisticamente, baseados em esforço computacional por meio de uma prova, Prova de Trabalho – Poof of Work, PoW. Para realização desses desafios, para as cripto moedas mais comuns, precisa-se de alguns minutos de execução computacional exaustiva, baseadas em hardwares e firmwares, em geral dedicados. Também, para algumas moedas digitais. Há também a prova de participação (prova de consenso – Proof of Stake, PoS), nesse caso demoram em média menos tempo, um minuto ou menos.

A disponibilização de um montante de moedas entregues aos mineradores como recompensa após execução da Prova de Trabalho e comprovação de que a transação é válida é singular; este é o momento de criação de moeda digital. Para o caso da cripto moeda bitcoin, esse montante perde pela metade por período de tempo pré-fixado. Esse esforço computacional é fixado baseado no tempo médio computacional necessário para comprovação da veracidade da transação, isso para que o tempo limite de “vida” da moeda seja devidamente contemplado. Dessa forma, o esforço computacional ora é maior, ora é menor, sempre privilegiando o tempo necessário para homologação da transação, independentemente da tecnologia utilizada para ‘rastrear’ a solução de interesse.

Como curiosidade dessas cripto moedas, seu início se dá tão somente por meio do desenvolvimento de uma aplicação, que pela sua maioria se baseia e utiliza-se da infraestrutura tecnológica de outras já bem estabelecidas, permitindo usuários comprar e vender algo exclusivo, nominado também como ‘moeda digital’ ou ‘moeda virtual’ ou ‘cripto moeda’. A operação de compra e venda chama-se transação, que precisa ser validada por terceiros nominados como mineradores, que são geralmente recompensados a cada validação pelo sistema.

Para os usuários, há possibilidade entraves para que ocorra mineração. Por exemplo, o valor da transação é irrisório ou a cripto moeda que melhor gratificar, que tem melhor custo/benefício para o minerador, pode ter preferência para execução da mineração. Por sua vez, as mineradoras precisam realizar algum investimento de infraestrutura computacional e pagamento do consumo de energia elétrica. Assim, torna-se um comércio mesclado entre a confiança no sistema e na infraestrutura da mineração, com objetivo de lucro para as partes, entre mineradoras e usuários.

2. TEORIA E TECNOLOGIA

Blockchain tornou-se rapidamente uma expressão bastante conhecida, uma terminologia bem difundida, uma referência técnica para múltiplas aplicações. De forma natural, e aos poucos, sua disseminação ocorreu intrinsecamente e concomitantemente com o uso massivo de algumas aplicações e a possibilidade de implementação nos mais diversos segmentos tecnológicos. Hoje, a tecnologia blockchain é entendida como síntese de sua própria fundamentação técnica.

A tecnologia blockchain é utilizada em aplicações que contemplam o encadeamento de blocos com registros de informações vinculados, rastreáveis e imutáveis. Possibilita ainda o acompanhamento e homologação descentralizados ou não, interligando cada bloco de registros – flat file – ao seu antecessor. Aplicações que utilizam blockchain com impacto significativo na sociedade são as de moedas digitais. Essas são concebidas objetivando homologação descentralizada de cada transação, com anotação dos registros em arquivos, possibilitando acompanhamento transparente das transações, não necessariamente dos usuários. Poucos anos foram suficientes para centenas de cripto moedas surgirem. As identidades dos usuários são preferencialmente anônimas e os registros das movimentações inalteráveis. É bastante comum a existência de comentários sobre a terminologia blockchain fazendo-se referência a cripto moeda, ou vice-versa.

As aplicações blockchain ao proverem serviços com homologação descentralizada e registros imutáveis provocaram em usuários mais ideológicos e entusiastas o sentimento de vislumbre. Esses passaram atribuir seu uso e disseminação como saída e exclusão quanto ao excesso de controle do Estado, como condição inequívoca para obtenção de transparência dos serviços prestados pelo Governo, instituições ou empresas. Por meio de posicionamentos os mais diversos fica subentendido que a disponibilização de quaisquer serviços por parte de aplicações em blockchain têm que ter necessariamente seu controle e homologação exclusivamente descentralizados. Algo que não é premissa e nem proposta determinante desta tecnologia. Além disso, esses usuários conservadores também defendem que em caso de adoção de aplicações com regras contrárias como a de homologação descentralizada necessariamente estar-se-ia subvertendo processos de transparência. Este pensamento é tão sintomático e enviesado que a mera possibilidade de se adquirir algo diferente, com homologação centralizada, gera-se automaticamente o sentimento como se fosse uma atitude retrógrada, como sendo um retrocesso à transparência, mal uso da tecnologia e também de má-fé. O que não é o caso, necessariamente.

Blockchain é um assunto que ao se discorrer se desmistifica sua complexidade técnica. Para provocar melhor entendimento da fundamentação da ideia, aqui é abordado com viés técnico, informativo e de contexto. Parte das observações pode ser redundante, meramente elucidativa ou tecnicamente mais conservadora. Expressões e terminologias técnicas ocorrerem apenas quando estritamente necessárias. Ao discorrer um pouco sobre técnicas desta tecnologia, pode se ter melhor compreensão e entendimento de muitos porquês de sua massificação que envolve e promove minimamente curiosidades.

Esses posicionamentos e observações sobre blockchain têm como base compilação e sequenciação de ideias expostas em diferentes fontes de estudo e pesquisa. Sobretudo, contemplam exposição de percepção tanto da parte tecnológica como de contexto. Algumas definições expostas de forma simplista têm como objetivo minimizar dúvidas quando citadas ao se comentar processos que envolvem blockchain.

2.1. HASH – RESUMO CRIPTOGRÁFICO

Primeiro, entende-se como ‘sequência binária’ o conteúdo digital armazenado em áreas de memória ou em arquivos digitais como documentos, imagens, áudios ou vídeos digitais.

Função Hash – Hash function – não tem tradução estabelecida para o português. Primeiramente, professores paulistas – Unicamp e USP – definiram essa expressão como “função resumo”. Por sua vez, também, definiram hash, correspondente unívoco de uma sequência binária, como “resumo criptográfico”. Este conceito é importante porque é base fundamental do encadeamento de blocos.

Tecnicamente, existem premissas de segurança para uma função resumo, que garante a unicidade dos resultados, e consequente segurança no encadeamento blockchain. Dadas as sequências binárias x e y, de comprimento |x| e |y| quaisquer:

• É impossível [computacionalmente] o resumo criptográfico ser o mesmo, digo, HASH(x) = HASH(y)

• Dado um resumo criptográfico h = HASH(x) é impossível recuperar a sequência binária x que o definiu.

Entende-se como quebra de uma função resumo quando um atacante consegue verificar que uma ou outra dessas duas premissas não é atendida; mesmo que parcialmente, porém de forma significativa. A terminologia “quebra” de uma função resumo é utilizada de forma diferente quando se trata de quebra de algoritmo de sigilo ou de assinatura. A quebra de uma função resumo acontece quando se encontram dois resumos criptográficos, com entradas quaisquer, com alto nível de colisão, a quantidade de bits dos resumos criptográficos coincidentes é significativamente acima de 50%. Sobre quebra de algoritmo de sigilo acontece quando se consegue recuperar a informação sob sigilo ou a chave. A quebra de um sistema de assinatura, algumas vezes comentado como quebra da assinatura, ocorre quando um atacante consegue assinar determinado documento se passando por um terceiro, adulterando ou não o documento.

Um função resumo segura tem como saída, dada uma sequência de bits de entrada de qualquer comprimento, uma sequência de bits estatisticamente bem distribuído. Assim, cada minerador ao receber dos dados de uma transação, e um “nonce”, sequência de bits também bem distribuída, e mais um contador, executa operações exaustivas de cálculos de resumos criptográficos até que se obtenha um que tenha pelo menos “k” bits iguais a zero no início da sequência. Por isso, o desafio é justo, é imprevisível ter algum conhecimento a priori que determinado “nonce” poderá contribuir que uma menor ou maior quantidade de cálculos.

2.2. ASSINATURA DIGITAL

Com pretensão de melhor discorrer sobre blockchain, sem retornar a princípios técnicos criptográficos, é imprescindível abordar esquemas de assinatura digital. Princípio necessário para lisura e confiança de sistemas que se baseiam nesta metodologia de encadeamento de blocos, com registros assinados e verificados por pares de chaves pública e privada, ou por certificados digitais gerados em estruturas do tipo ICP.

Para aplicações blockchain, o ITI considera importante certificação digital baseada em Infraestrutura de Chaves Públicas – ICP, embora a maioria das aplicações hoje disponibilizadas utilizem pares de chaves pública e privada. O uso desses pares busca privilegiar o anonimato dos usuários, que as geram pela aplicação, tornando a chave pública base de seu endereço. O ITI Entende como importante esses dois modelos de negócio, defende a possibilidade de certificados digitais padrão ICP-Brasil, por possuírem validade jurídica.

Processos de assinatura digital advém de técnicas e métodos criptográficos, protocolos específicos, a partir de primitivas criptográficas. Por sua vez, os esquemas mais conhecidos são os baseados no sistema RSA e os em curvas elípticas. Um certificado digital é basicamente a chave pública (do usuário) encapsulada em determinado formado com informações adicionais como nome do usuário e sua validade, irrelevantes no processo matemático para determinação da assinatura, porém importantes para controle e credibilidade.

Cabe comentar que uma assinatura digital provê o serviço de não repúdio e integridade – o usuário não tem como negar determinada assinatura quando realizada por meio de sua chave privada. Por sua vez, o certificado digital do usuário, que inclui sua chave pública, realiza tal verificação.

2.3. PROVA DE TRABALHO (PoW)

A medida Prova de Trabalho compreende o cálculo de hashs repetidas vezes até que se obtenha um hash onde as primeiras “k” posições sejam iguais a zero.

O sistema define como “alvo” uma medida encaminhada para o minerador para que este determine um resumo criptográfico menor do que esta medida encaminha. Por exemplo, para o alvo 0xc7ea4f82, o resultado do hash de uma transação acrescido de um nonce, sequência aleatória para cada minerador, concatenado com um número que é incrementado passo a passo, corresponde a determinar um hash que seja menor do que: PoW = 0xea4f82 * 2**(8*(0xc7 – 3)) = 0x0000000000ea4f82000000000000000000000000000000000000000000000000

3. CENÁRIO

É importante o entendimento quanto a eficácia e credibilidade dos protocolos blockchain, por esses motivos em pouco tempo outros protocolos e aplicações serão disponibilizados.

Blockchain aparece no cenário mundial como uma ferramenta inovadora e promissora provocando por si só fomento à pesquisa e desenvolvimento em inúmeros cenários. As aplicações disponibilizam o serviço de geração de pares de chaves para os usuários que se auto-identificam. O ITI considera que para aplicações específicas, como para uso de Governo, essas podem utilizar certificados digitais padrão ICP-Brasil, que têm validade jurídica, em detrimento do uso de pares de chaves.

A tecnologia Blockchain personifica-se pelo encadeamento de blocos, homologação descentralizada, assinatura e verificação digitais. Como regra, os protocolos já propostos garantem não repúdio, mas não necessariamente sigilo da informação ou impossibilidade de rastreamento.

O ITI entende como fundamental a construção de um pensamento alinhado para prover conhecimento técnico e contribuição efetiva em blockchain para fins de interesse do Governo. Neste contexto, o uso de certificação digital com validade jurídica é importante. Como citação de aplicações baseadas em blockchain são as de cripto moedas. Embora tenham sido propostas recentemente a partir de 2009, com apoio e investimento de empresas de grande porte, rapidamente avançaram tecnologicamente e no agrado dos usuários. Como consequência houve aparecimento de centenas de outras moedas, neste curto período de tempo.

As inúmeras propostas de protocolos baseados em blockchain requerem transposição de desafios quanto à privacidade, escalabilidade e falta de governança – controle de usuários e dos pares de chaves pública e privada geradas.

Escalabilidade é um entrave para algumas aplicações que utilizam ou podem fazer uso da tecnologia blockchain. Há aplicações que seus usuários têm que estar previamente cadastrados – permissionados, há àquelas que não exigem – não permissionadas. Para essas aplicações, o desempenho das homologações é baixo, além de provocar falta de governança. Para as aplicações com usuários permissionados, o desempenho é mais eficiente, mas a quantidade de usuários é pequena. Além disso, organizações ou empresas não necessariamente se comportam de forma democrática, requerem controle de seus sistemas, negócios e políticas, viés desta tecnologia é transparência.

4. APLICAÇÕES

Aplicações em blockchain baseiam-se em assinatura digital com curvas elípticas. Entre elas, comento sobre a peculiaridade da cripto moeda Monero, pela sutileza de seu protocolo: utiliza-se de um método de assinatura bastante eficiente e seguro baseado em curvas elípticas denominado Ed25519. Tem segurança equivalente à curva elíptica do NIST P-225 e a do sistema RSA com 3000 bits; provê não rastreabilidade por meio de endereços de uso único e anonimato do usuário; baseia-se em esquema criptográfico homomórfico; impossibilita revogação de assinatura. Foi implementado o esquema proposto por Fujisaki et al, variação da proposta de Shamir et al, denominado ring signature: o usuário assina uma transação com sua chave privada, para verificação este usuário disponibiliza todas as chaves públicas de todos os usuários pertencentes ao anel – do grupo cadastrado; qualquer participante do grupo que verificar a assinatura constante na transação, estará convencido que o assinante faz parte do grupo mas não tem como saber quem a assinou, mantendo-se assim o anonimato. Se por um lado o protocolo bitcoin utiliza-se de um único par de chaves pública e privada, o protocolo Monero gera uma chave pública, usada uma única vez; esta é baseada no endereço de acesso do usuário; somente a origem [o nó] pode recuperar a chave privada única equivalente.

5. CONDICIONANTES

A tecnologia blockchain provê integridade dos dados, não repúdio e transparência – transações são encadeadas e rastreáveis, algumas não têm sigilo. Destaca-se significativamente em transações financeiras, seus usuários podem realizar consultas ou transações.

Há certa preocupação por parte das instituições e empresas para adoção da aplicação que melhor se ajusta, vinculando ao seu modelo de negócio premissas básicas como restrição para usuários permissionadas ou não, bases de dados centralizadas ou não.

Como exemplo, Bitcoin e Ethereum são instâncias de blockchain para usuários não permissionados, com base de dados descentralizados. Quaisquer usuários podem entrar na rede para executar tarefas ou não, sem entidade que os administre.

Cripto moeda é apenas uma aplicação dessa invenção tecnológica, tem regras específicas para validação de transações de forma independente e descentralizada.

Cada bloco de transações é encadeado por meio do resumo criptográfico do bloco anterior de forma unívoca. Cada transação é assinada pelo usuário e os resumos criptográficos mais utilizados têm comprimento de 256 bits.

O fundamento técnico de protocolos baseados na tecnologia blockchain refere-se a recursos distribuídos que são públicos, impermutáveis e ordenados.

A tecnologia se desenvolve nos detalhes de cada uma de suas partes. Especificamente, o núcleo bitcoin inclui carteiras, quesitos para transação, validação de bloco e rede completa de nós – ponto a ponto. É um projeto aberto para quaisquer propósitos, tem comunidade de voluntários que o otimiza, com base em documentos técnicos que descrevem cada serviço, característica ou funcionalidade.

Para melhor compreensão do núcleo bicoin, para aqueles que têm conhecimento de instalação de aplicações e sistemas operacionais, pode ser interessante a instalação do ambiente de desenvolvimento a partir da documentação técnica, observando as ferramentas, bibliotecas e suporte de sofware e as mais diversas diretivas.

6. CRIPTO MOEDA

Aplicações que vinculam e encadeiam documentos são diferenciadas se comparadas às de cripto moedas, tanto por motivo de uso quanto por quem os utiliza. Aplicações exclusivas para vinculação de documentos não têm o porque de serem baseadas em Provas de Trabalho – PoW (desafios). A demanda ocorre pela iniciativa privada, pelo Estado, ou pelo cidadão. Os primeiros objetivam interesse em transparência e disponibilização de documentação, o último em investimento e lucro.

Cada aplicação ao ser disponibilizada para usuários, cada moeda, tem definido o seu tempo de vida, tem fixado a quantidade máxima de moedas, o tempo aproximado para os mineradores validarem cada transação por meio de realização de desafios nominados como Prova [computacional] de Trabalho – Proof of Work, PoW, que é ajustado continuadamente, ou Prova de Consenso – Proof of Stake, PoS, e sua bonificação.

Cripto moeda pertence a uma classe de aplicações bem difundida na tecnologia blockchain. Os sistemas de cripto moedas são topologias em si, são por demais complexas. Como se houvesse uma dicotomia de conceitos e pressupostos, são transparentes para os usuários. O intrigante é que o core de poucas cripto moedas derivam centenas de outras.

Das aplicações de blockchain hoje existentes as mais impactantes, mais conhecidas e até enigmáticas são as de cripto moedas. Analisadas somente como ideia, chega a ser excêntrica: a partir de um sistema, pessoas passam a comprar e vender moeda digital que se valoriza devido a demanda, não pelo ‘produto material’, que não existe. Quem as compra não recebe dividendos, tem lucro apenas em caso de haver mais demanda. Têm flutuações talvez pela falta de lastro, talvez por serem recentes, talvez porque não necessariamente tenham liquidez. Existem centenas de cripto moedas disponíveis, que em sua maioria têm dificuldades em se estabelecer por serem menos conhecidas.

7. SUTILIZAS DA CRIPTO MOEDA BITCOIN

A criação de uma medida denominada “Prova de Trabalho”, para validação de transações é uma ideia minimamente engenhosa. No caso de bitcoin, a cada 2016 blocos esse esforço computacional é redimensionado. A validação de um bloco ocorre em média em alguns minutos. Se o tempo médio para homologação exceder ao previsto, o esforço computacional diminui, ou vice-versa. Essa métrica está diretamente ligada ao tempo estipulado para durabilidade da moeda. Com isso, independentemente de novas tecnologias de hardware e firmware, o sistema controla para que cada homologação ocorra conforme sua concepção.

Para Cada validação há uma recompensa. No caso de bitcoin, em 2009 era de 50 bitcoins. A cada 4 anos (ou 210.000 blocos validados) a recompensa cai pela metade. Atualmente é de 12.5 bitcoins, em 2056 será de 0.01 bitcoin, e em 2140 de 0.000000003 bitcoin. Esse valor nominal de recompensa cair para a metade a cada período de tempo, poderá ocasionar ajustes da tarifação estipulada pelas mineradoras.

A medida “Prova de Trabalho” compreende o cálculo de hashs repetidas vezes até que se obtenha um hash onde as primeiras “k” posições sejam iguais a zero.

O resultado do hash de uma transação acrescido de um ‘nonce’, sequência aleatória diferente para cada minerador e incrementado passo a passo, corresponde a determinar um hash que tenha pelo menos “k” bits iniciais iguais a zeros, em uma sequência de 256 bits. Atualmente, o hash a ser encontrado deve ter 60 bits iniciais iguais a zero, k=60. Isso significa que a chance de se encontrar um hash ao acaso com tantos zeros iniciais corresponde a pelo menos um trilhão de vezes mais difícil que ganhar na Mega Sena: 261/226=240. Por esse motivo, é imprescindível escolha de função resumo segura, com sequência resultade bem distribuída estatisticamente.

8. CHAVES e ENDEREÇOS

Uma cripto moeda se estabelece em métodos, protocolos e algoritmos criptográficos provendo sigilo, autoria e integridade das transações; serviços críticos para a tecnologia blockchain. Chaves, endereços e esquemas de assinaturas digitais formam o cerne desse protocolo. Chaves públicas são usadas como endereços dos usuários para recebimento de fundos, as chaves privadas são para assinaturas das transações. Os pares de chaves são criados pelos usuários e gravados em suas carteiras, os parâmetros de geração são gravados pelo sistema com o objetivo de se necessário gerar as respectivas chaves públicas a partir das chaves privadas. Cada usuário habilita vários serviços com atestado de propriedade, modelo de prova criptográfica de confiança e controle descentralizado.

O protocolo bitcoin utiliza a curva elíptica sec256k1, padrão NIST – National Institute of Standards and Technology (Y2 = X3 + 7 mod p, com p primo definido como p = 2256+232+29+28+27+26+24-1), com 256 bits. Para geração de chaves, utiliza-se também um ponto da curva G preestabelecido. A chave pública é um ponto na curva consistindo de um par de coordenadas (x,y), solução dessa equação. Para reduzir pela metade o espaço de armazenamento da chave pública, grava-se na Carteira apenas a varíavel “x”. Para manter a chave privada segura cifra-se essa com o algoritmo criptográfico padrão AES com uma senha do usuário e a grava cifrada na Carteira.

Uma Carteira pode ter uma coleção de pares de chaves, pública

(K) e privada (k), codificadas na base ‘Base58’. A chave privada é uma sequência binária com 256 bits gerada aleatoriamente, frequentemente representada em QR code. A partir da chave privada determina-se a chave pública correspondente. O endereço

(A) desse usuário é gerado com as funções resumo SHA256 e RIPEMD160 e sua chave pública. Em cada carteira é gravado o terno (k , K , A).

9. CARTEIRA

A terminologia ‘Carteira’ para protocolos de cripto moedas pode ter significados e estruturas diferentes. Nas Carteiras não têm gravados os créditos dos usuários, porque esses permanecem na rede blockchain. Esta terminologia pode se referir à aplicação que interfaceia com o usuário, à disponibilização de serviço que impede acesso indevido, à administração de chaves e endereços, ao rastreamento e assinatura de transações. Essas aplicações provêm o cerne do processo, facilidade operacional, segurança e flexibilidade. ‘Carteira’ refere-se também à estrutura de dados – arquivos – usada para armazenar e gerenciar chaves, que podem ser determinísticas ou não. Essas são geradas a partir de sequências aleatórias e usadas uma a uma. Àquelas são geradas hierarquicamente, por meio de sementes em estrutura de árvore. Assim, podem ser regeradas e provém facilidade de uso e portabilidade – migração para Carteira diferente. Na prática, flexibilizou-se a segurança em detrimento da facilidade do uso e portabilidade. Entendendo as chaves como uma estrutura em árvore, determinados ramos podem ter fins específicos, como o de pagamentos, recebimentos ou criação de sequência de chaves públicas sem ter que acessar as chaves privadas. Geradas a partir de sequências de palavras escritas em inglês, disponibilizadas pela aplicação, torna o processo de geração bastante amigável por ser algo mnemônico. A tecnologia bitcoin tem amadurecido, o que implicou na criação de padrões, tornando-se interoperável, de fácil uso, segura e flexível.

10. TRANSAÇÕES

Referência a uma ou outra técnica pode ser meio insossa ou enfadonha; conceitos, nomenclaturas ou definições expostos em breves comentários ocorrem quando necessários. Os sistemas de cripto moedas como o bitcoin têm melhorado em segurança e resiliência, tem potencial muito além do de transações com moeda digital, permite armazenamento de dados não relacionados à transferência de moeda digital. No entanto, esse viés é controverso porque vai de encontro com o escopo primário desse protocolo.

Transações são a parte mais importante dos protocolos de cripto moedas. Todo o sistema é projetado para assegurar transações validadas em estruturas de dados, com transferências de valores entre usuários, codificadas e registradas no blockchain, como se fosse uma entidade contábil. Porque Blockchain é uma tecnologia recente que avança e permite prospecção para criação de diversas outras aplicações, é importante entender o conteúdo de uma transação, o detalhamento de sua criação e modo de verificação, e como se tornam parte permanente de registros na estrutura blockchain.

A parte do bloco mais importante em uma transação é a saída, formada por partes indivisíveis, gravada no blockchain, organizadas e validadas na rede, rastreada por nós organizados de forma descentralizada.

Para a aplicação de cripto moeda, assinatura digital tem como propósito definir e garantir incondicionalmente a origem, a integridade e não repúdio da transação. Cada transação é assinada de forma independente, inclusive pode ter diferentes usuários, quando parte dos créditos são oriundos de outras transações. Como quesito, uma assinatura implica em um comprometimento entre o usuário que assina e a transação. Para tanto, depende da geração de sequências de números aleatórios, que devem ser diferentes para cada assinatura. A reutilização de sequências pode provocar a quebra da assinatura e assim facilitar roubo de Carteira, e consequente desvios de cripto moeda.

11. CONSIDERAÇÕES

Conhecer a tecnologia blockchain implica em se conhecer a de cripto moedas, a mais bem difundia e conhecida. Sistemas que se utilizam da estrutura blockchain podem mudar a forma de o mundo se relacionar, comenta-se exaustivamente sobre cripto moedas, relacionando blockchain, e vice versa. O que mais surpreende é que sua aplicação pode ocorrer em processos quaisquer que resultam em procedimentos e resultados gerados de forma intermitente ou periódica. Para tanto, a dimensão do cenário a ser implementado é imprescindível, os resultados e impactos têm que ser mensurados.

ITI publica artigo técnico sobre Blockchain

Síntese_Blockchain.pdf

Serpro aposta na oferta dessa nova vertente. Confira como a moderna tecnologia pode alavancar os negócios e o atendimento ao cidadão.

Um grande “livro-caixa” com os dados registrados simultaneamente em vários computadores: é assim que podemos resumir o que é Blockchain. Conhecido ainda como “cadeia de blocos”, na tradução para o português, ou como “protocolo da confiança”, o Blockchain está sendo cada vez mais explorado mundo afora. E a confiança nele vem justamente do fato de ele ser uma grande rede executada em cima dos protocolos de transferência de dados da internet, possibilitando que transações e negócios sejam feitos de forma automática e com custo reduzido.

O Serpro também aposta no Blockchain, que é considerado uma das dez principais tendências de TI, segundo o Gartner. “O Blockchain vem para provocar uma disrupção e trazer desafios para todos nós que somos gestores e responsáveis pelo setor público”, ressalta a diretora-presidente do Serpro, Glória Guimarães. Ela acredita que a tecnologia ajudará o governo a dar grandes saltos. “Automatizar processos, com segurança, é apenas uma etapa de modernização do serviço público. A segunda etapa é agregar capacidade de análise e de resposta e agilidade que uma simples automação não consegue. A disrupção vem daí, o uso de uma tecnologia inovadora para fazer algo que até então não se fazia”, frisa a presidente.

Tecnicamente, o Blockchain nada mais é do que uma rede capaz de executar processamento e realizar armazenamento de forma distribuída. Entretanto, além de armazenamento e processamento distribuído, a tecnologia também propicia um consenso compartilhado. Ou seja, todo registro de informação ou resultado de execução precisa passar pelo crivo da rede para ser validado. Isso é o que torna o Blockchain tão precioso, pois garante que todos os nós da rede concordem e tenham exatamente a mesma informação, evitando situações de fraude comuns em sistemas que dependam da validação de um terceiro.

Extraindo “riquezas” do Blockchain

O Blockchain surgiu com o bitcoin, a criptomoeda que virou febre entre aqueles que buscam novas formas de investir. Atualmente, o uso da tecnologia vai muito além. A solução Tesouro Direto, por exemplo, deve ser uma das pioneiras no uso de Blockchain pelo governo federal. A proposta é que o brasileiro que não tenha conta bancária possa acessar o Tesouro Direto que, a partir das bases do governo e com suporte do Blockchain, vai checar a autenticidade e a reputação do investidor. Com R$30 e um celular, qualquer cidadão poderá investir em títulos públicos.

O Serpro e a Secretaria do Tesouro Nacional estão juntos na realização dos testes com Blockchain na solução acima. E você também pode usar a tecnologia. Não sabe como? Conforme cita o Gartner, essa dúvida é natural, pois “o Blockchain captou o interesse de líderes por ser algo que pode transformar radicalmente os negócios e a sociedade, mas ainda é algo intrigante e não é óbvio como e onde pode oferecer mais valor que as tecnologias corporativas tradicionais”. E é por isso que, assim como o Gartner, que busca em seus estudos e relatórios trazer resultados da adoção do Blockchain em diferentes países, o Serpro também está empenhado em mostrar que essa transformação é possível por aqui, no Brasil, seja para aperfeiçoar a gestão governamental ou para criar serviços públicos mais céleres, baratos, seguros e eficientes. Veja abaixo algumas alternativas de uso do Blockchain.

Criar identidades digitais on-line para realização de serviços públicos na modalidade de autosserviço

Com Blockchain, podemos popularizar o uso de chaves criptográficas de forma a permitir que um maior número de brasileiros tenha acesso a serviços que requeiram o uso de certificados digitais. Hoje, o custo de um certificado A1 ou A3 do ICP-Brasil pode ser considerado alto, o que explica um número menor do que o desejado de cidadãos que o utilizam para, por exemplo, assinar digitalmente sua declaração de imposto de renda.

Desenvolver plataformas digitais de votação que possibilitariam o voto em trânsito para todos os cargos, ou mesmo o voto por meio de um smartphone

Sistemas de votação manuais são extremamente lentos para apurar; já o sistema de urnas eletrônicas usadas no Brasil suscitam debates quanto à segurança e à impossibilidade de realizar uma auditoria plena. Com Blockchain poderia ser agregada uma camada de confiança ao sistema eletrônico, evitando votos duplicados e outros tipos de fraude.

Desburocratizar serviços de registros públicos (certidão de nascimento, patente, registro de veículo etc.) e do sistema notarial brasileiro

Existem diversos tipos de registros nos mais diferentes órgãos públicos, e muitos deles não conversam entre si. Um exemplo clássico desse problema é o registro geral (RG) – nada impede que sejam feitas 27 carteiras de identidades diferentes, uma em cada unidade da federação. Criar uma base centralizada para abrigar as informações dos cidadãos sempre se mostrou um problema do ponto de vista técnico, pois cria um ponto único de falha; como do ponto de vista político, pois os outros órgãos teriam que delegar suas bases à guarda de um terceiro. Blockchain resolve ambos os problemas, pois não se trata de uma base centralizada, mas sim de uma rede compartilhada por todos.

Dar transparência e rastreabilidade aos processos licitatórios

A adoção da tecnologia permitiria que os processos licitatórios tivessem todo o seu ciclo de vida inserido no Blockchain, o que garante não apenas a rastreabilidade, mas a transparência de todo o processo.

Agregar segurança a novos serviços baseados em Internet das Coisas

O mecanismo de consenso utilizado pela rede bitcoin foi criado para fins de segurança, sendo uma forma de evitar ataques de negação de serviço. Algumas implementações de Blockchain estão sendo criadas para dispositivos com pouco poder de processamento, visando justamente o mercado de Internet das Coisas. Milhares de dispositivos interconectados podem ser alvos perfeitos para hackers mal-intencionados.

Automatizar a operação aduaneira, dando mais agilidade aos portos brasileiros

Já foram feitas provas de conceito de sistemas que automatizaram o trâmite burocrático envolvendo o transporte de contêineres entre portos, assim como o rastreio deles por meio de Blockchain. Os resultados desses estudos apontam que será possível reduzir o custo com mão de obra, evitar fraudes e erros, agilizando todo o processo.

Promover inovações no agronegócio por meio de certificados e rastreabilidade ao longo de toda cadeia produtiva

Alguns países exigem do Brasil certificados de procedência da origem de alguns produtos, como da carne bovina. O rastreio desses artigos, desde o pasto até a gôndola de um supermercado, pode ser feita via Blockchain, com custo baixo e garantia de imutabilidade da informação.

Permitir que dados médicos como prontuários, receitas, cartão de vacinas, entre outros, sejam digitalizados e fiquem disponíveis para toda rede, mas com o acesso controlado pelo paciente

Ainda hoje muitos registros médicos são feitos apenas em papel. O que inclui, por exemplo, cartões de vacina. Por outro lado, mesmo os registros digitalizados raramente são compartilhados entre instituições, o que nos leva a ter um registro em cada entidade, acarretando dados duplicados e inconsistentes. Informações médicas podem ser disponibilizadas em Blockchain de forma que o paciente possa ter o controle delas e selecionar quais instituições podem ter esse acesso.

Afinal, Blockchain serve para quê?

A mística em torno do blockchain.

Quando o assunto é blockchain, muitas ideias são difundidas de modo equivocado. Para compreendê-lo bem, portanto, é importante voltar a suas origens. A origem explica muito sobre a tecnologia e, no caso do blockchain, a origem é a mesma do bitcoin.

Ninguém sabe ao certo quem foram os criadores, só se sabe que havia o envolvimento de um grupo de Cyber punks – matemáticos anarquistas que queriam acabar com o poder central e protestar contra o sistema financeiro.

A autoria é atribuída a Satoshi Nakamoto, todavia, ninguém sabe quem seria essa pessoa. Provavelmente, Satoshi Nakamoto não é uma pessoa só, dado o grande número de conhecimentos necessários para a criação.

O blockchain é a base de dados por trás do bitcoin. Isto é, o blockchain foi a tecnologia pensada para abrigar as transações da criptomoeda, embora ambas não se confundam. Trata-se de um sistema pensado para ser inquebrável, porque, para burlá-lo, o lucro é menor que o custo da empreitada.

Assim como nós temos a íris, o DNA e a digital, o blockchain trabalha com um sistema de identificação unívoca, o hash. É como se fosse uma assinatura digital que pode ser autenticada de forma descentralizada, ou seja, a base de dados não fica num único lugar.

Vantagens da tecnologia blockchain

Como vantagen do blockchain, destaca-se sua inviolabilidade. Em tese, não há como fraudar um blockchain. Para tanto, seria necessário um computador quântico e – acredita-se – quando a computação quântica finalmente se tornar disponível, o algoritmo do blockchain também já terá evoluído significativamente ao ponto de permanecer extremamente difícil e caro de se violar.

A transparência nas transações é outro aspecto que se aponta como vantajoso. É fato que, no blockchain pensado para o bitcoin, garantiu-se o anonimato, todavia, essa foi uma escolha dos criadores. Atualmente, há muitos outros tipos de blockchain que permitem a transparência das transações. Note-se que a operação é transparente, mas o conteúdo pode ser privado.

O blockchain elimina a necessidade de intermediários. Dessa forma, não é necessário um banco para que você possa mandar dinheiro para um amigo em qualquer parte do mundo. Como os dados são íntegros, o risco de fraudes é reduzido significativamente. Há um aumento de eficiência dado o grande número de envolvidos na autenticação e, além disso, os custos são reduzidos.

Bettina Warburg explica como essa tecnologia transformará radicalmente a economia:







O que parece, as criptomoedas e os blockchains chegaram para ficar. E, já que é assim, é importante que nos informemos, para não comprarmos qualquer fake news quanto ao assunto. Uma boa forma de compreender ainda melhor o assunto é assistir ao documentário Banco ou Bitcoin, disponível na Netflix. Você também pode conferir mais sobre o assunto aqui, na nossa plataforma:

Blockchain também é para o setor público.

É possível usar blockchain no setor público?

Publicação sobre o uso de Blockchain no setor público feito pelo Observatório de Inovação do Setor Público – OPSI da OCDE

Blockchain – de onde vem, pra onde vai?

Na próxima expansão do mercado os preços podem subir de 10 a 20 vezes o valor atual.

Zhu Fa, co-fundador da Poolin, um pool de mineração cripto chinês, prevê que o preçø do Bitcoin (BTC) pode bater nos 5 milhões de yuan chineses (US$738,000), segundo a agência de notícias cripto 8BTC publicou em 11 de fevereiro.

Enquando Zhu disse que “agora parece que estamos no mercado de urso”, ele previu que na próxima expansão do mercado os preços podem subir de 10 a 20 vezes o valor atual. Zhu também nota que os preços massivos como os que resultaram na alta do BTC de US$20,000 em 2017, não irão se repetir tantas vezes, adicionando que a próxima expansão pode ser a última.

As previsões dos especialistas de vários aspectos do espaço cripto passaram tanto pelo otimismo quanto pelo pessimismo. Durante um evento de blockchain em abril de 2018, o magnata do investimento Tim Draper declarou que em 2022 o preço do Bitcoin pode chegar a US$250,000.

Mais cedo nesta semana, Barry Silbert, CEO e fundador do Digital Currency Group e da Grayscale Investments, disse que o valor da maioria dos tokens digitais vai “chegar a zero”. Ele adicionou que “quase toda oferta de moeda inicial (ICO) foi apenas uma tentativa de levantar dinheiro, mas não havia utilidade para o token em questão”.

O pool de mineração de Zhu, Poolin, domina 10,45% do mercado global, segundo a BTC.com. O mercado de urso atual afetou gravemente as mineradoras de criptomoedas. Algumas companhias de mineração da China começaram a liquidar hardwares por quilo.

Mais cedo, a mineradora cripto do Reino Unido Argo Blockchain anunciou que estava reformulando os negócios para cortar gastos. Argo vai encerrar suas ativades em Mining-as-a-Service (MaaS) em abril, o que cortaria gastos em até 35% do atual.

Mineradora cripto chinesa prevê que o Bitcoin pode chegar a US$740K

Isso representa uma maior competitividade neste mercado, o que torna a maior criptomoeda menos vulnerável a eventuais ataques.

A mineração de Bitcoin (BTC) têm se tornado menos centralizada e continua a se diversificar, segundo relatório da companhia de investimentos canadense Canaccord, publicado em 6 de fevereiro.

A Canaccord, que analisa os números de blockchain e o mercado de moedas digitais ao lado de outras operadoras financeiras, destacou a crescente descentralização na distribuição da taxa de hash do Bitcoin nos últimos cinco anos.

Segundo o relatório, isso representa uma maior competitividade neste mercado, o que torna a maior criptomoeda menos vulnerável a eventuais ataques.

A diversificação da mineração têm contribuído para o processamento de transações de Bitcoin, com esse número decrescendo significativamente desde 2014.

De acordo com os dados da Canaccord, em 2014 o conglomerado Ghash.io controlava cerca de metade do mercado. Cinco anos depois, nenhum conglomerado sozinho controlava mais que 19% da taxa de hash até o último dia 2 de fevereiro.

Atualmente os maiores interessados seguem sendo da Antpool, segundo o relatório, que juntamente com a ViaBTC pertence ao gigante da mineração de Bitcoin, Bitmain. A empresa têm diversificado a sua fortuna ao longo do último ano, com sua participação na esfera de mineração reduzida proporcionalmente.

As estatísticas sobre os polos de mineração podem varias de acordo com as fontes. Os números do Blockchain.com atualmente apontam que a Antpool controla 10.5% do mercado, enquanto a Bitaps sugere algo em torno de 8.5%.

Em números gerais, a taxa de hash do Bitcoin têm crescido desde novembro, quando uma queda nos preços do Bitcoin levou as mineradoras a reduzir atividade por conta de riscos de rentabilidade.

Relatório destaca descentralização crescente na mineração de Bitcoin

A parceria do banco de 125 anos com Seba Crypto ajudará a preencher a lacuna entre o sistema bancário tradicional e as moedas mais recentes.

Os preços da criptomoeda subiram nesta quarta-feira, recuperando-se da queda no início da semana. Enquanto isso, o banco suíço Julius Baer(SIX:BAER) fez uma parceria com uma startup de moeda digital, uma vez que planeja expandir o acesso dos clientes a ativos de moeda virtual.

A parceria do banco de 125 anos com Seba Crypto ajudará a preencher a lacuna entre o sistema bancário tradicional e as moedas mais recentes, segundo o banco em um comunicado.

“Na Julius Baer, estamos convencidos de que os ativos digitais se tornarão uma classe de ativos legítimos e sustentáveis do portfólio de um investidor”, disse Peter Gerlach, diretor de mercados da Julius Baer.

Embora vários bancos suíços estejam ativos no mercado de moedas digitais, a entrada de Julius Baer poderia ajudar a ampliar o alcance de moedas alternativas, já que tem cerca de 382 bilhões de francos suíços (US$ 382,8 bilhões) de ativos estão sob administração do banco.

O bitcoin ganhava 0,6% cotado a US$ 3.826,70 a partir das 12h11 no Índice Investing.com.

As criptomoedas operavam levemente em alta de maneira geral, com o valor total de capitalização de mercado total ficando em US$ 132 bilhões no momento de redação desta matéria, em comparação com US$ 129 bilhões na terça-feira.

O ethereum ou eter, subia 1,9% para US$ 138,66, o XRP caía 0,6% para US$ 0,31705 e o litecoin ficava em US$ 45,542, um aumento de 1%.

Em outras notícias, a moeda digital do JP Morgan poderia eventualmente ser usada para pagamentos de varejo, disse o CEO Jamie Dimon na CNBC na terça-feira.

“O JP Morgan Coin pode ser interna, pode ser comercial, pode um dia ser para o consumidor”, disse ele.

O gigante bancário anunciou em 14 de fevereiro que lançaria sua própria moeda digital para uso interno, focando primeiramente em assentamentos internacionais para corporações. Alguns defensores da criptografia têm criticado a tecnologia, dizendo que ela erra o objetivo das moedas digitais e é mais um livro de contabilidade.

Banco Suíço Julius Bauer entra no mercado de criptomoedas

Segundo especialistas, preço da moeda digital pode chegar a US$ 3.000 este ano, valor 130% acima do recorde estabelecido na semana passada.

Segundo especialistas, preço da moeda digital pode chegar a US$ 3.000 este ano, valor 130% acima do recorde estabelecido na semana passada.

Após superar o preço do ouro na semana passada, o bitcoin pode chegar aos US$ 3.000 até o final deste ano, seguindo o rali recorde da moeda digital neste ano, segundo Adam Davies, consultor da Altus Consulting, em entrevista para a CNBC.

Um aumento até este patamar representaria uma valorização de cerca de 150% sobre o atual preço de US$ 1.204, e um aumento de mais de 130% sobe o recorde de US$ 1293,47 atingindo na semana passada, de acordo com dados da CoinDesk. Atualmente, a moeda está abaixo do ouro, mas acumula uma alta de 195% em 12 meses.

Entre os fatores apontados para o rali atual do bitcoin estão: o aumento da regulação na China para evitar a lavagem de dinheiro; a desmonetização na Índia, que tem levado a moeda digital a se tornar uma divisa alternativa; e a volatilidade em outras moedas e incerteza na economia global.

“Em termos de preço este ano, eu acho que o bitcoin vai chegar a US$ 3.000. Conforme a moeda se torna mais difundida e mais aceita, eu acho que você vai ver um rápido crescimento na adoção desta divisa”, disse Davies à CNBC.


“As pessoas estão inseguras sobre o que está acontecendo no mundo, e moedas digitais, ao contrário da libra esterlina que foi atingidas por causa da Brexit, estão no centro das atenções. Há uma tendência definitivamente para cima. Uma forma de proteção contra flutuações cambiais e insegurança nos mercados”, explica o consultor.

Já para Peter Smith, CEO da Blockchain, diz que está vendo “volumes sem precedentes e novos investidores”, acrescentando que com a atual valorização da moeda, um preço de US$ 3.000 no final do ano é “viável”. Thomas Glucksmann, chefe de marketing da plataforma Gatecoin, por sua vez, afirma que US$ 3.000 é uma previsão realista, mas que algo entre US$ 2.000 e US$ 2.500 é uma previsão mais segura.

Após superar o ouro, bitcoin pode seguir rali e disparar mais 150% só este ano