Enquanto no Brasil o número de bilionários cresceu 38,1%, na vizinha Argentina caiu 44,1%.

O número de bilionários no Brasil cresceu 38,1% no ano passado, na segunda maior alta entre 43 países pesquisados pelo UBS, o banco suíço que faz a gestão de fortuna de boa parte dos mais ricos no mundo, e pela consultoria PwC.

Segundo o estudo, o número de brasileiros com fortuna acima de US$ 1 bilhão passou de 42, em 2017, para 58, em 2018, mas três da lista anterior foram excluídos porque suas fortunas ficaram, agora, abaixo do valor.

Somente Filipinas teve alta maior, de 41,7%, com 17 bilionários. Já na China, uma das economias que continua a mais crescer no mundo, o grupo de bilionários diminuiu 12,9% no ano passado.

A fortuna somada dos bilionários brasileiros alcançou US$ 179,7 bilhões em 2018, numa alta de 1,7% comparado a 2017, enquanto os valores dos bilionários globalmente caíram 4,3%. O estudo não dá explicações sobre o surgimento de mais bilionários no país.

UBS e PwC mostram que no Brasil apenas 43% dos bilionários são ”self-made man”, ou seja, enriqueceram por esforço próprio e não graças a herança, por exemplo. É o menor percentual comparado aos outros países latino-americanos pesquisados.

Empresários bilionários

O relatório procura mostrar que companhias listadas na bolsa dirigidas por bilionários têm um desempenho bem melhor do que aquelas dirigidas por executivos menos ricos, e forneceriam maiores benefícios econômicos à sociedade.

Numa comparação de 600 empresas listadas na bolsa, globalmente, UBS e PwC concluem que as ações de companhias controladas por bilionários valorizaram 17,8% entre 2003-2018 comparado a 9,1% nos mercados globais, ou quase duas vezes a desempenho anual do mercado.

Segundo o UBS, isso ocorre porque os bilionários têm tomada de risco inteligente, foco no negócio e determinação. A metodologia usada considera controle quando se tem pelo menos 20% das ações ou 30% dos direitos de voto de uma companhia.

Entre 2013-2018, a fortuna dos bilionários globalmente cresceu 34,5%, alcançando US$ 8,5 trilhões. No entanto, o valor total diminuiu 4,3% em 2018 por causa do dólar forte e volatilidade nas bolsas.

Tecnologia é o único setor onde a fortuna dos bilionários cresceu em 2018, numa alta de 3,4% e alcançando US$ 1,3 trilhão.

Enquanto no Brasil o número de bilionários cresceu 38,1%, na vizinha Argentina caiu 44,1%, sendo, agora, apenas 5 com fortunas somadas de US$ 10,5 bilhões – valor 30,1% inferior ao do ano anterior.

Se no Brasil apenas 43% dos bilionários são ”self-made man”, esse percentual aumenta na Argentina (60%), México (53%), Chile (45%), e Peru (67%), ou ainda na China (98%), Rússia (100%) e Índia (58%), parceiros no Brics, o grupo dos grandes emergentes.

Bilionários crescem no Brasil, apontam UBS e PwC

Em 2019, o número de milionários no Brasil chegou a 259 mil, o que representa um aumento de 19,35% em comparação com o ano anterior, quando eram 217 mil milionários.

Os dados são do Global Wealth Report, publicação anual do Credit Suisse Research Institute sobre a riqueza em todo o mundo, e consideram os valores em dólares —ou seja, quem tem patrimônio acima de US$ 1 milhão.

A alta brasileira de milionários foi a sexta maior do mundo, atrás de Holanda, Alemanha, China, Japão e Estados Unidos. A previsão é de que, até 2024, o crescimento do número de milionários seja de 23%, chegando a 319 mil pessoas. A pesquisa estima que o 1% mais rico da população brasileira detém 49% de toda a riqueza familiar do país, que chega a US$ 3,5 trilhões.

O resultado é ainda mais impressionante no caso dos chamados ultra-ricos, que têm patrimônio acima de US$ 50 milhões: o Brasil teve a segunda maior alta global, atrás apenas dos Estados Unidos. Enquanto os EUA ganharam 4,2 mil ultra-ricos, o Brasil viu o número subir em 860 pessoas entre 2017 e 2018.

Crescimento da riqueza mundial
Já a riqueza global aumentou 2,6% e chegou a US$ 360 trilhões —o que equivale a US$ 70.850 por adulto. Mesmo em meio às incertezas da guerra comercial, os países responsáveis pela alta foram principalmente os Estados Unidos, com crescimento de US$ 3,8 trilhões, e China, com US$ 1,9 trilhão. A Europa é a terceira maior responsável pelo crescimento na riqueza global, com US$ 1,1 trilhão do aumento.

A previsão é que riqueza global aumentará 27% até 2024, chegando a US$ 459 trilhões. Embora os países de renda baixa e média sejam responsáveis por apenas 31% da riqueza atual, a previsão é que eles respondam por 38% do crescimento.

O 1% mais rico entre os milionários em todo o mundo concentra 44% de toda a riqueza global.

Desigualdade no mundo

O relatório aponta uma sutil diminuição da desigualdade de renda no mundo. Enquanto os 90% mais pobres representavam 11% da riqueza do mundo no ano 2000, hoje o porcentual é de 18%. O Credit Suisse ressalta ainda o alto índice de desigualdade registrado em 2016 e afirma que os números da época ‘podem ter sido os mais altos para o futuro próximo’.

Número de milionários no mundo

O relatório estima que, atualmente, existam 46,8 milhões de milionários em todo o mundo. O número de 2019 representa um aumento de 1,1 milhão sobre 2018. Confira os países com as maiores variações no número de milionários:

  • Estados Unidos: +675 mil milionários
  • Japão: +187 mil
  • China: +158 mil
  • Alemanha: +65 mil
  • Holanda: +43 mil
  • Austrália: -124 mil milionários
  • Reino Unido: -27 mil milionários
  • Turquia: -24 mil milionários
  • Número de milionários no Brasil cresceu 19% em 2019, afirma Credit Suisse

    Dados colocam Brasília em segundo lugar no ranking de terminais com melhor desempenho.

    Nos oito primeiros meses deste ano, o número de passageiros internacionais com destino a Brasília teve um aumento de 41%, passando de 154,2 mil em 2018 para 217,9 mil em 2019, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil. Esse resultado coloca a capital federal em segundo lugar no ranking de terminais que tiveram os melhores desempenhos quanto a chegadas do exterior.

    Em primeiro lugar está Fortaleza, que teve um crescimento de 74% no número de visitantes. A capital do Ceará passou de 104,3 mil visitantes em 2018, para 181,5 mil. O terceiro lugar desse ranking cabe a Salvador, cujo número de visitantes aumentou 5,2%, sendo que o número de visitantes subiu de 148,5 mil para 156,1 mil.

    A secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça, comemora os resultados e prevê novas altas ainda neste ano. “Com o início dos novos voos de Santiago, Lima, e Assunção, Brasília receberá mais passageiros. E a nossa expectativa é de que até dezembro sejam anunciadas mais outras rotas”, adiantou a Secretária. Vanessa também credita parte do aumento de visitantes ao Distrito Federal às políticas de promoção ao turismo, como a isenção de vistos aos Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá.

    A Inframérica, empresa que administra o terminal brasiliense desde 2012, atribuiu o aumento no movimento de passageiros aos investimentos realizados pela concessionária. “Estamos trabalhando para atrair novos voos e tornar o aeroporto de Brasília uma opção internacional fora do eixo aeroviário que está concentrado na região Sudeste”, disse Rogério Coimbra, diretor de assuntos corporativos da Inframérica.

    Coimbra ainda defende que o aumento de voos internacionais também é fruto de uma política acertada de incentivo fiscal para o mercado de aviação civil no DF. “As companhias aéreas brasileiras que operarem mais voos internacionais no aeroporto de Brasília tem maior desconto no ICMS que incide sobre o querosene em seus voos nacionais. O benefício é componente fundamental na estratégia de atração de novas rotas. Com esta política fiscal, o DF poderá ser mais atrativo para o investimento das empresas”, avaliou o representante da Inframérica.

    DF ganha posição em fórum de turismo

    Brasília ganhou uma posição de destaque no Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais do Turismo (Fornatur). Durante a 99ª reunião ordinária do colegiado, a secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendonça, foi escolhida para representar o Centro-Oeste no grupo que é responsável por discutir políticas públicas de fomento ao Turismo.

    Vanessa Mendonça defendeu que o Fórum seja mais atuante e que elabore um plano de ação, para que, juntos, os estados possam contribuir com o impulsionamento do Turismo em todo o Brasil.

    Ela lembrou esse é um importante colegiado que pode influenciar decisões dos poderes Executivo e Legislativo. “Brasília poderá ter uma voz mais ativa e, com isso, trabalhar para que todo o Centro-Oeste seja beneficiado e mostrar que o coração do Brasil tem opções turísticas únicas e que são desejadas por turistas do mundo inteiro”, destacou.

    Na mesma reunião, também foram escolhidos o novo presidente do Fornatur, o secretário de Turismo de Mato Grosso do Sul, Bruno Wendling; e o vice-presidente, o secretário de Turismo do Rio de Janeiro, Otávio Leite. O mandato é pelo período de dois anos. A posse dos novos dirigentes irá ocorrer durante o Festival de Turismo de Gramado (Festuris), em novembro.
    O encontro aconteceu em São Paulo um dia antes da abertura da Abav Expo. Além da eleição dos novos dirigentes, os cerca de 25 participantes da reunião do Fornatur assistiram a apresentações de eventos do setor e um painel do BNDES sobre modalidades de investimento.

    Vôos internacionais cresceram 42%

    São Paulo é o estado que mais representa faturamento com R$ 8,423 bilhões de caixa.

    O mercado de turismo brasileiro faturou mais este ano do que em 2018. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o faturamento atingiu, em julho deste ano, R$ 20,4 bilhões.

    O montante representa uma alta de 9% em relação a junho e de 1,5% sobre igual mês do ano passado.

    Em julho, o setor gerou 25.049 novos empregos no país em relação ao mesmo mês de 2018.

    Os segmentos de restaurantes e similares e de transporte de passageiros representaram 80,5% da receita total do setor, com faturamento de R$ 10,8 bilhões e R$ 5,6 bilhões.

    São Paulo lucra mais

    São Paulo é o estado que mais representa faturamento para o Brasil, isto é, onde ocorrem os maiores gastos dos turistas, com R$ 8,4 bilhões de caixa, equivalendo a 41,1% das vendas nacionais das empresas relacionadas ao turismo.

    Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro (R$ 2,1 bilhões e participação de 10,4% no total).

    Com um detalhe: as empresas do Rio demitiram cerca de 4,6 mil trabalhadores do setor, indo na contramão de contratações de profissionais que trabalham com turismo.

    Em seguida, estão Minas Gerais (R$ 1,6 bilhão e 8% de participação) e Paraná (R$ 1,2 bilhão ou 6% do total da região).

    Turismo se recupera e fatura mais de R$ 20 bilhões em julho no Brasil

    Construção civil contribuiu para aumento no terceiro trimestre.

    Dados divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) revelam que o faturamento do mercado nacional de franquias cresceu 6,1% no terceiro trimestre deste ano, passando de R$ 44,479 bilhões para R$ 47,203 bilhões. O presidente da ABF, André Friedheim, disse hoje (30) à Agência Brasil que a receita do setor de franchising deverá crescer este ano entre 7% e 8%, dependendo do comportamento das vendas em duas datas importantes para o varejo. São elas o ‘Black friday’, dia que inaugura a temporada de compras natalícias com promoções em muitas lojas e previsto para ocorrer no final de novembro próximo, e o Natal, cujas vendas devem mostrar expansão entre 5% e 10%, cada.

    No acumulado de janeiro a setembro deste ano, o faturamento do setor evoluiu 6,8%, acumulando cerca de R$ 130 bilhões, informou Friedheim. O mesmo percentual de aumento foi registrado nos últimos 12 meses findos em setembro, com a receita passando de R$ 170,988 bilhões, no terceiro trimestre de 2018, para R$ 182,657 bilhões em igual período de 2019.

    Maiores altas

    A pesquisa da ABF mostra que contribuíram para o aumento no terceiro trimestre os segmentos de casa e construção, devido à retomada do setor imobiliário, com crescimento de 9,1%; comunicação, informática e eletrônicos (alta de 8,3%); hotelaria e turismo (+7,2%); e moda, que teve expansão de 8,6%, porém em cima de uma base reprimida, porque esse foi um dos segmentos que mais sofreram nos últimos anos em queda de receita, segundo expôs o presidente da ABF. “Moda acabou sendo um destaque, apesar de ainda não ter mostrado uma retomada de fato”.

    No terceiro trimestre de 2019, o mercado nacional de franquias abriu mais 4,3% de lojas em relação ao mesmo período do ano passado, e fechou 1,4%, o que gerou saldo positivo de 2,9%, o que equivale a 160.553 lojas em operação no país. “Hoje, são abertas entre 20 e 25 franquias por dia em todo o país, que geram em média oito empregos por operação aberta”, informou Friedheim. Analisou que a chamada lei do trabalho intermitente ajudou bastante o setor de franchising.

    No período compreendido entre julho e setembro deste ano, os postos de trabalho diretos cresceram 4%, subindo de 1,286 milhão para 1,343 milhão. “Este ano, o franchising já gerou mais de 40 mil empregos diretos. É um número bem considerável”. A expectativa para o ano é de geração de mais de 5% de empregos diretos, em relação ao ano passado, o que equivale a algo entre 60 mil a 70 mil empregos novos criados, disse André Friedheim.

    Mudanças de consumo

    O ranking das 30 maiores cidades do Brasil em número de unidades de franquias entre o primeiro semestre deste ano comparativamente ao mesmo período de 2018 confirma o processo de interiorização do franchising e revela que apenas duas capitais subiram de posição. Uma delas foi Cuiabá, que passou da 29ª colocação para a liderança do ranking, com alta de 20% no total de unidades em operação, graças, principalmente, à abertura de shopping centers na cidade. Os segmentos que registraram maior variação em Cuiabá no período foram limpeza e conservação (44%), moda (40%), comunicação, informática e eletrônicos (40%).

    A segunda capital com destaque foi Teresina, que subiu do 27º para o 24º lugar. Os segmentos que responderam por 61% da variação positiva da capital do Piauí em unidades foram: comunicação, informática e eletrônicos (138%), serviços e outros negócios (33%), limpeza e conservação (15%) e moda (12%).

    De acordo com o presidente da ABF, a mudança do hábito de consumo da população com compras pela internet e por delivery e o crescimento dos shoppings centers que ainda afeta algumas cidades têm impacto grande no setor. Revelou que hoje, nos shoppings centers novos, 80% das lojas de praças de alimentação são franquias e 30% a 40% das lojas satélites também são franquias. “Cuiabá foi um caso específico porque teve inauguração de shopping. A gente consegue ver nitidamente um crescimento da cidade”. Segundo André Friedheim, mais de 2,5 mil cidades brasileiras já têm operações de franquia no Brasil.

    Tendência

    Ele aposta que a tendência de interiorização terá continuidade daqui para a frente. “A gente está vendo cada vez mais o franchising penetrando em cidades onde antes nunca penetrava. A gente está em 48% a 49% dos municípios brasileiros e deve aumentar nossa penetração em maior número de cidades e as marcas criando conceitos, formatos e modelos específicos sem perder DNA, sem perder a sua característica, para atender as cidades de menor porte”.

    Além de Cuiabá, apresentaram maior variação em unidades no período analisado os municípios de Santo André (17%), Sorocaba (14%) e São José do Rio Preto (13%), no estado de São Paulo; e Londrina (13%), no Paraná.

    A pesquisa da ABF mostra que dentre os 30 municípios brasileiros com maior número de marcas de franquias, 17 são capitais, o que corresponde a 56,7% do total, e dentre estas, 33% estão nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Por outro lado, duas cidades que não são capitais estrearam no ranking das 30 maiores em unidades em operação: Londrina (interior do Paraná), e Santos (litoral paulista).

    Mercado nacional de franquias eleva faturamento em 6,1% , diz pesquisa

    Índice de Gerentes de Compras subiu a 53,4 em setembro, de 52,5 em agosto, marca de 50 separa crescimento de contração.

    O setor industrial do Brasil cresceu em setembro pelo segundo mês seguido, diante do aumento no volume de produção e no nível de empregos, com a confiança em relação aos negócios permanecendo elevada, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).

    O PMI da indústria do Brasil, divulgado pelo IHS Markit nesta terça-feira, subiu a 53,4 em setembro, de 52,5 em agosto, igualando a marca mais alta desde novembro de 2017. A marca de 50 separa crescimento de contração.

    Tanto a quantidade de novos pedidos quanto o volume de produção registraram em setembro aumento pela taxa mais forte em um ano e meio, abrangendo todas as três principais áreas do setor industrial.

    O aumento das vendas teve como base uma demanda mais forte, conquista de novos clientes e oferta de novos produtos. O mercado doméstico concentrou a recuperação no volume de pedidos, uma vez que o volume de exportações diminuiu em setembro com um clima mais desafiador e problemas na Argentina, segundo os entrevistados.

    Diante disso e com projeções otimistas de crescimento e fortalecimento da demanda, o nível de emprego na indústria brasileira registrou em setembro o maior aumento em sete meses.

    O relatório apontou ainda que a inflação dos preços de insumos aumentou com o enfraquecimento da taxa de câmbio ante o dólar, chegando ao nível mais elevado em três meses.

    Os produtores buscaram repassar essa carga aos clientes, elevando os preços dos produtos a uma máxima em três meses.

    As empresas ainda permaneceram otimistas quanto às perspectivas de crescimento, ainda que um pouco menos do que em agosto, prevendo condições econômicas melhores, políticas públicas favoráveis, demanda mais forte e inovações.

    Indústria brasileira cresce em setembro pelo 2º mês, mostra PMI

    Pela primeira vez no ano, todas as 27 unidades da federação apresentaram resultado positivo na oferta de vagas formais de trabalho, segundo dados do Caged.

    O Brasil teve criação líquida de 157.213 vagas formais de emprego em setembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (17) pela Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia.

    O saldo decorre de 1,341 milhão de admissões e 1,184 milhão de demissões e veio um pouco acima do teto do intervalo das estimativas de analistas de mercado consultados pelo Projeções Broadcast.

    A previsão era de saldo positivo no intervalo entre 100 mil e 157 mil vagas, com mediana de 133 mil. O resultado de 157.213 vagas foi o melhor para o mês desde 2013, quando foram geradas 211 mil vagas.

    No acumulado do ano até setembro, foram criadas 761.776 vagas. Em 12 meses até setembro, houve abertura de 548.297 postos de trabalho.

    Regiões, estados e setores

    Por regiões, o Nordeste teve o maior saldo positivo, com a oferta de 57 mil postos, seguido pelo Sudeste, com 56 mil.

    Pela primeira vez no ano, todas as 27 unidades da federação apresentaram resultado positivo. Os estados que mais geraram empregos em setembro foram São Paulo (36 mil postos), Pernambuco (17 mil) e Alagoas (16 mil).

    O emprego formal teve resultados positivos em sete setores econômicos e saldo negativo em apenas um setor.

    Aqueles com números positivos foram Serviços (64 mil vagas), Indústria da Transformação (42 mil), Comércio (26 mil), Construção Civil (18 mil), Agropecuária (4 mil), Extrativa Mineral (745) e Administração Pública (492). O único setor com resultado negativo foi o de Serviços Industriais de Utilidade Pública (-448 vagas).

    Brasil cria 157 mil vagas formais e tem melhor setembro desde 2013

    O fundo, sediado nas Ilhas Cayman, já é negociado em 4 plataformas regulamentadas, Órama, BTG Pactual, Genial e Hub.

    O índice brasileiro, baseado em Bitcoin e criptomoedas, Hashdex, HDAI (Hashdex Digital Assets Index), está disponível na Nasdaq e já acumula alta de 69,8% em 2019., segundo reportagem do jornal Valor, publicada hoje, 14 de outubro.

    O índice é ‘lastreado’ em uma cesta de criptoativos para aumentar a exposição do investidor e diminuir as perdas em casos de alta volatilidade, além disso, de três em três meses há uma ‘recomposição’ do fundo que tem seus ativos e valores realocados. Hoje o Hashdex conta com 13 criptomoedas: bitcoin, com 75,69%; ethereum, 9,90%; ripple, 5,87%; bitcoin cash, 2,01%; litecoin, 1,79%; EOS, 1,46%; bitcoin SV, 0,76%; stellar, 0,61%; Tron, 0,54%; cardano, 0,53%; dash, 0,32%; ethereum classic, 0,27%; e Neo, 0,26%.

    Atualmente, segundo a reportagem, o fundo, sediado nas Ilhas Cayman, já é negociado em 4 plataformas regulamentadas, Órama, BTG Pactual, Genial e Hub.

    Invisto em criptos desde 2011. Mas, em 2017, ano da explosão do bitcoin, passei a me perguntar: como reduzir o risco? Concluí que a melhor maneira seria comprar o mercado como um todo. No começo, tentei gerir uma carteira com várias criptomoedas. Mas é difícil manter isso sem perdas. Com um índice, vimos uma oportunidade de resolver esse obstáculo”,declarou o brasileiro Marcelo Sampaio, cofundador e CEO da Hashdex.

    Ainda segundo a reportagem, o índice HDAI é listado desde julho de 2019 na bolsa digital americana Nasdaq – tendo de atender seus requisitos de compliance.

    “A arquitetura é sofisticada, mas o conceito é simples: em vez de aplicar em uma ou outra criptomoeda, o investidor pode comprar cotas de fundos que aplicam numa cesta. As moedas virtuais são alocadas nessa carteira ou dela excluídas não pela reputação ou pelo apreço dos gestores, mas por critérios técnicos de elegibilidade: representar ao menos 0,25% de todo o mercado de criptomoedas; ter volume de negociação diária de ao menos US$ 4 milhões; não ser atrelada a moedas fiduciárias (as “stable coins”, como a prometida libra, do Facebook); e utilizar custodiantes de alta credibilidade, como os ativos negociados em bolsas”, diz a reportagem.

    Buscando oferecer mais transparência, segundo Sampaio, a gestão dos ativos é automatizada e sempre há uma revisão das criptomoedas que compõem o índice e de suas proporções.

    “No site, tem sempre quais ativos estão. A ideia é que todos possam ver a carteira, como quando se compra uma cota de S&P 500”, diz Bruno Ramos de Sousa, diretor jurídico e de compliance. Além disso, um conselho de governança externo, tocado pela americana DMS, delibera sobre a adição ou a exclusão de ativos – mas só em casos excepcionais

    A Hashdex explica também que possui um fundo offshore, o Hashdex Digital Assets Index Fund (HDAIF), que tem uma oferta regulada nos Estados Unidos e em Cayman. “Esse fundo não é ofertado para investidores brasileiros, mas os nossos fundos brasileiros compram cotas dele” segundo a empresa.

    Como é o caso do Hashdex Digital Assets Discovery (investe até 20% no HDAIF e é aberto para o público em geral), o Hashdex Digital Assets Explorer (investe até 40% no HDAIF e é aberto para investidores qualificados), e o Hashdex Digital Assets Voyager (investe até 100% no HDAIF e é aberto para investidores profissionais). Esses são os fundos distribuídos no Brasil via plataformas.

    Como noticiou o Cointelegraph, além do HDAI a BLP Asset criou o primeiro fundo de investimento em Bitcoin e criptomoedas, destinado ao mercado de varejo e aprovado pela Comissão de Valores Mobiliários do Brasil, CVM.

    Focada exclusivamente em “investimentos alternativos” a BLP Asset foi fundada em 2010 por executivos que foram sócios do Banco Garantia/Credit Suisse que conheceram os criptoativos em 2016 e lançaram seu primeiro fundo em Janeiro de 2018 e já angariou aprovação da CVM para oferecer investimentos em criptomoedas para o varejo.

    Embora a empresa seja nacional, o Genesis Block Fund, foi constituído no exterior para atender as diretrizes da CVM. É nele que está baseado o BLP Criptoativos FIM, destinado a investidores do varejo.

    Índice ‘brasileiro’ baseado em Bitcoin e criptomoedas está distribuído na Nasdaq e já acumula alta de 69% em 2019

    Documento aponta que o Brasil tem sido importador líquido de criptoativos, o que tem contribuído para reduzir o superávit comercial do País.

    Em documento publicado nesta segunda-feira (26), o Banco Central classificou o Bitcoin e outros criptoativos como “ativos não-financeiros produzidos”.

    Além disso, seguindo a recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI), a autoridade incluiu as compras e vendas de criptomoedas na balança comercial.

    O BC ainda decidiu que a atividade de mineração de criptomoedas passa a “ser tratada como um processo produtivo”, seguindo recomendações de um texto do FMI.

    “Por serem digitais, os criptoativos não têm registro aduaneiro, mas as compras e vendas por residentes no Brasil implicam a celebração de contratos de câmbio. As estatísticas de exportação e importação de bens passam, portanto, a incluir as compras e vendas de criptoativos”, diz o texto do Banco Central.

    Por fim, o documento aponta que o Brasil tem sido importador líquido de criptoativos, “o que tem contribuído para reduzir o superávit comercial na conta de bens do balanço de pagamentos”.

    O BC aponta que o déficit em transações correntes em julho chegou a US$ 9 bilhões, em comparação com um déficit de US$ 4,4 bilhões no mesmo período do ano passado. Com isso, houve uma redução no saldo positivo da balança comercial de bens, de US$ 3,5 bilhões para US$ 1,6 bilhão, de acordo com a autoridade monetária.

    Banco Central inclui Bitcoin e criptomoedas na balança comercial

    A participação dos representantes das empresas de tecnologia deve ocorrer na próxima reunião da Comissão Especial.

    O Deputado Federal Expedito Netto, (PSD-RO) aprovou um requerimento para convidar grandes empresas para falar sobre Bitcoin e criptomoedas no congresso nacional, conforme aprovação publicada em 09 de outubro no site da Câmara.

    Agora, representantes do Google (NASDAQ:GOOGL), Facebook, Linkedin, Baidu (NASDAQ:BIDU), Apple (NASDAQ:AAPL), Samsung, Intel (NASDAQ:INTC), Cisco, Tecent, Huawei e Amazon (NASDAQ:AMZN) podem comparecer no Congresso Nacional e contribuir com os debates para a regulamentação do Bitcoin no Brasil.

    “Solicita-se que sejam compartilhados com esta comissão eventuais estudos em andamento ou finalizados, que enriqueçam o processo de discussão desta comissão com relação à como a legislação em construção pode ajudar a fomentar o desenvolvimento de novas tecnologias em nosso país e quais seriam os seus impactos. A participação dessas instituições é de extrema relevância na medida em que se busca assegurar que o país possa desenvolver novas tecnologias e se posicionar com protagonismo internacional, compatível com a importância geopolítica de nosso país, mas ao mesmo tempo, assegurando que a legislação não fragilize o controle e o combate à atividades ilícitas”, justificou o deputado.

    A participação dos representantes das empresas de tecnologia deve ocorrer na próxima reunião da Comissão Especial, que debate o PL 2303/2015, marcada para 16 de outubro, contudo, tendo em vista a quantidade de requerimentos de Expedito Netto aprovados ainda não está claro como a Comissão irá tratar as diversas Audiências Públicas que aguardam realização.

    Como noticiou o Cointelegraph, tendo em vista os requerimentos e suas justificativas o parecer do Deputado Expedito Netto, sobre o PL 2303/2015,, que ele afirmava que entregaria no final deste ano, pode ficar só para 2020.

    Google, Facebook, Linkedin, Baidu, Apple, Samsung, Intel, Cisco, Tecent, Huawei e Amazon falaram sobre Bitcoin no Congresso Nacional