Segundo especialistas, preço da moeda digital pode chegar a US$ 3.000 este ano, valor 130% acima do recorde estabelecido na semana passada.

Segundo especialistas, preço da moeda digital pode chegar a US$ 3.000 este ano, valor 130% acima do recorde estabelecido na semana passada.

Após superar o preço do ouro na semana passada, o bitcoin pode chegar aos US$ 3.000 até o final deste ano, seguindo o rali recorde da moeda digital neste ano, segundo Adam Davies, consultor da Altus Consulting, em entrevista para a CNBC.

Um aumento até este patamar representaria uma valorização de cerca de 150% sobre o atual preço de US$ 1.204, e um aumento de mais de 130% sobe o recorde de US$ 1293,47 atingindo na semana passada, de acordo com dados da CoinDesk. Atualmente, a moeda está abaixo do ouro, mas acumula uma alta de 195% em 12 meses.

Entre os fatores apontados para o rali atual do bitcoin estão: o aumento da regulação na China para evitar a lavagem de dinheiro; a desmonetização na Índia, que tem levado a moeda digital a se tornar uma divisa alternativa; e a volatilidade em outras moedas e incerteza na economia global.

“Em termos de preço este ano, eu acho que o bitcoin vai chegar a US$ 3.000. Conforme a moeda se torna mais difundida e mais aceita, eu acho que você vai ver um rápido crescimento na adoção desta divisa”, disse Davies à CNBC.


“As pessoas estão inseguras sobre o que está acontecendo no mundo, e moedas digitais, ao contrário da libra esterlina que foi atingidas por causa da Brexit, estão no centro das atenções. Há uma tendência definitivamente para cima. Uma forma de proteção contra flutuações cambiais e insegurança nos mercados”, explica o consultor.

Já para Peter Smith, CEO da Blockchain, diz que está vendo “volumes sem precedentes e novos investidores”, acrescentando que com a atual valorização da moeda, um preço de US$ 3.000 no final do ano é “viável”. Thomas Glucksmann, chefe de marketing da plataforma Gatecoin, por sua vez, afirma que US$ 3.000 é uma previsão realista, mas que algo entre US$ 2.000 e US$ 2.500 é uma previsão mais segura.

Após superar o ouro, bitcoin pode seguir rali e disparar mais 150% só este ano

Imagine o que ocorreria se, por acaso, alguém descobrisse uma jazida de ouro tão próxima a superfície que fosse muito fácil extrair o metal e tão grande que seu suprimento fosse praticamente inesgotável.

E que seu proprietário começasse a explorá-la minerando grandes quantidades de ouro e vendendo toda sua produção assim que o metal fosse extraído. A primeira ideia que se tem é que esta pessoa se tornaria muito, muito rica. Mas na verdade, ocorreria justamente o oposto: a incontrolável abundância de ouro no mercado que isto iria provocar faria com que o ouro valesse tanto ou menos que qualquer outro metal e aquele cavalheiro, assim como milhares de outros proprietários de grandes quantidades de ouro, se veriam com um monte de metal amarelo, pesado e mole nas mãos, valendo pouco ou quase nada, sem saber o que fazer com ele.

Logo, o que mantém a cotação do ouro elevadas é sua escassez. É claro que esta cotação oscila de acordo com os humores do mercado, mas sempre em uma elevada faixa de valores. Algo parecido ocorre com os bitcoins: a quantidade existente no mercado é rigorosamente controlada para evitar que sua cotação desabe.

O que nos leva ao segundo ponto. Note que no parágrafo acima eu mencionei que a jazida deveria ser não apenas grande, mas que a extração do metal fosse fácil. Porque se esta mesma e abundante jazida fosse quase inacessível e exigisse grande esforço e despesas para dela extrair o ouro, o valor do metal continuaria alto, já não por sua escassez, pois sabemos que a jazida seria praticamente inesgotável, mas pelo custo de sua extração. Pois se para conseguir um grama de ouro fosse necessário gastar, digamos, R$ 93,70 (a cotação oficial do metal no dia de hoje), não teria sentido vendê-lo por menos do que isso. Por exemplo: todos nós temos acesso a um suprimento abundante e quase inesgotável de ouro: a água do mar que, em pouco mais de oito bilhões de metros cúbicos contém um quilograma de ouro que pode ser extraído. O problema é que o custo desta extração é muito mais elevado que o preço pelo qual o ouro pode ser vendido nas cotações atuais. Portanto ele fica no mar. Ao menos até que alguém descubra uma forma simples e barata de extrai-lo de lá.

Então o que faz com que o ouro possa ser usado como moeda é a combinação de dois fatores: sua escassez e o custo de mineração.

Pois bem, com o bitcoin ocorre exatamente o mesmo.

Como eu disse antes, ele não é emitido, é obtido por um processo denominado “mineração”. Mas como se pode minerar uma moeda virtual?

Para minerar bitcoins é necessário um computador poderoso dotado do software adequado e ligado em rede a um conjunto de outros computadores pertencentes a outros proprietários ou organizações. Esta rede, cujos nós, além dos dedicados à mineração, são formados por computadores de instituições que negociam com a moeda virtual, controla todo o processo através do mesmo software usado para mineração (logo isto ficará mais claro; mas desde já convém notar que esta rede não tem um nó “central” que controla o processo; pelo contrário, é uma rede tipo par-a-par, ou “peer-to-peer”, o que garante a não existência de uma “autoridade” ou “governança” que controle o processo de emissão e o valor da cotação).

E em que consiste exatamente a “mineração” de bitcoins?

Bem, como vimos acima, o que faz com que os bitcoins tenham valor e possam ser usados como moeda de troca é sua escassez e a dificuldade em obtê-los. A escassez é controlada pelo software instalado em todos os nós da rede, que controlam a cadência com que os bitcoins são minerados (veremos como mais adiante). A dificuldade é criada pelo próprio processo de mineração. Ou seja: para que os bitcoins tenham valor, a forma de obtê-los (ou “minerá-los”) deve não somente ter um nível de dificuldade elevado como também custar algum dinheiro. E o mecanismo divisado pelo idealizador de todo o sistema bitcoin, que se apresenta com o nome suposto de Satoshi Nakamoto, é extremamente engenhoso (quem se interessar por detalhes pode consultar o documento original que criou o sistema).

Então, pergunto: qual é a atividade mais trabalhosa que se pode executar com um computador? Talvez cada um de nós tenha uma ideia diferente, mas todos concordarão que “quebrar” um código de encriptação moderno, criado por um algoritmo de última geração com chave “forte”, se não é a mais difícil é uma das mais difíceis.

Pois bem, é esta a tarefa proposta aos mineradores de bitcoins: de tempos em tempos, em intervalos controlados pelo software que administra o sistema e que está distribuído por todos os nós, é emitido um “hash” (sequência de bits gerada pelo algoritmo de criptografia) contendo um determinado valor criptografado. A dificuldade em “quebrar” este “hash” (ou seja, a partir dele encontrar o valor criptografado) é determinada pelo número de zeros contidos em seu início, portanto pode ser ajustada. Ao ser lançado um novo “hash”, todos os nós dedicados à mineração se põem imediatamente a tentar decifrá-lo.

O primeiro a conseguir recebe como recompensa um determinado número de bitcoins. Tão logo isto ocorre, aquele nó anuncia à toda a rede que quebrou o código e que aqueles bitcoins lhe pertencem. Assim que esta transação estiver registrada em todos os nós da rede (o que costuma demorar dez minutos ou menos) aquele feliz minerador pode fazer uso de seus bitcoins.

Bem, que a mineração é trabalhosa, não resta dúvida: quebrar códigos encriptados dá um trabalho de cão (e olhe que o sistema pode facilitar o trabalho aumentando o número de zeros no início do “hash”, do contrário a tarefa seria virtualmente impossível; afinal, todo o sistema de transações financeiras via Internet depende da segurança dos algoritmos de “hash”). Falta ainda verificar a segunda condição: a mineração tem que implicar algum gasto financeiro. E, de fato, implica – um gasto que vem crescendo ao longo do tempo.

Se você se interessar por detalhes (não somente do estabelecimento do custo, mas de toda a montagem de um nó da rede e da forma pelo qual ele é operado) leia o artigo de Greg Ryder publicado no Tom’s Hardware Guide, “All About Bitcoin Mining: Road To Riches Or Fool’s Gold?”. Mas se só está interessado no custo, uma máquina desenvolvida e criada especialmente para minerar bitcoins custa de US$ 1.200 a US$ 30.000, dependendo da capacidade de processamento.

Sim, estas máquinas existem, No início os mineradores usavam estações de trabalho poderosas. Depois descobriram as facilidades oferecidas por certas placas de vídeo cujos coprocessadores gráficos podiam ser usados para acelerar o processo e apelaram para máquinas com diversas destas placas operando em conjunto. Porém, recentemente, algumas empresas (como a Butterfly Labs) começaram a lançar ASICS, ou seja, máquinas dedicadas a uma só tarefa, e esta tarefa é minerar bitcoins. A unidade mostrada na Figura 2, de última geração, tem um custo de US$ 22 mil. Portanto, se seu computador é poderoso, o sonho dos gameiros, e você pensou que poderia usá-lo nas horas de folga para minerar bitcoins, esqueça. Diante dos ASICS sua máquina, por mais poderosa que seja, não leva a menor chance.

Mas não é apenas o custo do hardware que deve ser levado em consideração. Outro componente ponderável do custo é o gasto de energia. Que, naturalmente, varia de local para local. Mas de acordo com o estudo de Ryder no artigo citado, com os custos de energia vigentes na Califórnia (onde ele vive), se a cotação do bitcoin cair abaixo de US$ 105, minerá-los na Califórnia passa a dar prejuízo (perigo que, por enquanto, está afastado: a cotação do bitcoin nesta quinta-feira (23), oscilou entre US$ 860,45 e US$ 863,95 por bitcoin; se tiver interesse em saber a cotação a qualquer momento, consulte o sítio CoinDesk).

Bitcoin: a mineração de moedas

Nos primeiros seis meses de 2016, o volume de negociação de bitcoins nas bolsas brasileiras ultrapassou o volume de ouro na BM&F.

Nesse período, mais de R$ 164 milhões foram transacionados nas bolsas da moeda digital, enquanto os lotes de OZ1D e OZ2D (250g e 10g de ouro, respectivamente) registraram cerca de R$ 153 milhões. Apenas no mês de junho, o volume de bitcoins negociados foi duas vezes maior do que o do metal precioso.

Essa marca inédita e histórica comprova o forte crescimento da criptomoeda no Brasil. Segundo o site bitValor.com, o volume até junho supera em 45% o do ano de 2015 inteiro, quando foram registrados R$ 113 milhões de negócios. O volume do primeiro semestre de 2016 quase equivale ao dos últimos três anos somados.

Nos primeiros seis meses de 2016, o volume de negociação de bitcoins nas bolsas brasileiras ultrapassou o volume de ouro na BM&F. Nesse período, mais de R$ 164 milhões foram transacionados nas bolsas da moeda digital, enquanto os lotes de OZ1D e OZ2D (250g e 10g de ouro, respectivamente) registraram cerca de R$ 153 milhões. Apenas no mês de junho, o volume de bitcoins negociados foi duas vezes maior do que o do metal precioso.

Essa marca inédita e histórica comprova o forte crescimento da criptomoeda no Brasil. Segundo o site bitValor.com, o volume até junho supera em 45% o do ano de 2015 inteiro, quando foram registrados R$ 113 milhões de negócios. O volume do primeiro semestre de 2016 quase equivale ao dos últimos três anos somados.

No mundo, o ouro ainda é um ativo com maior volume do que o bitcoin. De acordo com a London Bullion Markets Association, o volume diário mundial do metal está na casa dos US$ 20 bilhões, ao passo que o da criptomoeda situa-se ao redor de US$ 1,5 bilhão.

Ao que tudo indica, o bitcoin está cada vez mais sendo percebido como um novo ativo de proteção, um refúgio seguro para os investidores em tempos de crise. Um concorrente genuíno ao ouro. A grande diferença são os milhares de anos de track record do metal precioso contra apenas sete do bitcoin. Mas nada que o tempo não resolva.

Bitcoin supera o ouro no Brasil

Listamos os 10 motivos para você começar a investir em Bitcoin em 2017.

1. Aumento do preço do Bitcoin

No fim de junho de 2015 um Bitcoin era negociado no MercadoBitcoin.net por R$ 849 reais e no mesmo período em 2016, um Bitcoin passou a ser negociado por R$ 2.262. Uma variação de preço de 166%.

2. Variações no preço estão mais estão estáveis

O preço da moeda digital está mais estável e por vezes está tendo variações menos intensas que os índices de ações americanas, por exemplo. Esse é um indicador de que a tecnologia está amadurecendo como uma moeda.

3. Instabilidade da economia global

Começa-se a formar um consenso de que o Bitcoin é uma fuga para situações econômicas adversas. Recentemente o preço da moeda subiu bastante e especialistas atribuem parte deste crescimento ao aumento da demanda por parte da China, que está em uma fase de incertezas com sua economia.

4. Diminuição do número de novos Bitcoins criados

No início do mês passado a taxa de criação de novos Bitcoins caiu de 25 moedas a cada dez minutos, para a metade, 12,5. Os entusiastas da moeda digital dizem que esta característica faz com que seu preço sempre aumente, caso a tecnologia seja de fato adotada em larga escala.

5. Início de um movimento de eliminação de cédulas e uso de dinheiro digital

Países como Noruega e Suécia estão discutindo formas de eliminar as cédulas de suas moedas. Esse movimento de digitalização do dinheiro com certeza vai impactar a demanda por moedas digitais, sendo que o Bitcoin ocupa o lugar central entre elas.

6. O uso da tecnologia está crescendo rapidamente no mundo

O número de transações na rede Bitcoin está em torno de 200 mil por dia e era cerca de 80 mil há um ano atrás. Países completamente diferentes como Argentina, Finlândia, China e Brasil tem visto diferentes usos da tecnologia nos últimos anos aumentarem.

7. O desenvolvimento da tecnologia está avançando

No ano passado alguns dos limites técnicos da tecnologia foram atingidos. Após discussões bem acaloradas por parte dos engenheiros que trabalham na tecnologia, o problema está sendo resolvido e em breve diferentes soluções permitiram a expansão da rede de pagamentos descentralizada.

8. Novos usos do Bitcoin

Inciativas como o OpenBazaar, que é uma espécie de e-bay sem dono e descentralizado estão trazendo para o mercado novos modelos de negócio. O Opanbazaar é recente e já conta com dezenas de milhares de usuários. Diversas outras tecnologias estão sendo criadas usando as moedas digitais.

9. Formas de pagamentos ideais para prestador de serviços e freelancers

Por ser rápido e barato, este tipo de serviço possibilita uma transação entre empresas e pessoas de qualquer lugar do mundo, sem a necessidade de empresas intermediárias de pagamentos.

10. Criação de contratos inteligentes

Contratos inteligentes são, basicamente, contratos que ao invés de serem escritos em linguagem jurídica, são escritos por meio de programas de computador. Existe um projeto chamado Rootstock que pretende adicionar esta possibilidade à tecnologia do Bitcoin.

10 razões para investir em bitcoin

Bitcoin sobe 200% em 2 anos e é o melhor ativo entre as principais aplicações do Brasil.

No mesmo período o segundo melhor desempenho foi o do CDI, que valorizou 28,18%.

A trajetória da Bitcoin tem sido meteórica e segue ganhando cada vez mais espaço entre os investidores. E não é por menos, nos últimos dois anos, a moeda digital registrou o melhor desempenho diante das principais aplicações no mercado brasileiro, segundo levantamento feito pela consultoria Economatica.

“Hoje, a soma do valor dos bitcoins em circulação é de mais de 12 bilhões de dólares. Há pessoas que acreditam que os bitcoins não deveriam valer nada, e outras que acreditam que essa soma chegará à casa dos trilhões de dólares. Os próximos anos dirão quem está certo”, disse Rodrigo Batista, CEO do Mercado Bitcoin.

Pelo levantamento, são 200% de valorização da Bitcoin desde dezembro de 2014, b atendo os principais segmentos de investimento no mercado brasileiro. Como comparação, a Economatica mostra que, no mesmo período o segundo melhor desempenho foi o do CDI, que valorizou 28,18%. Por outro lado, o pior desempenho foi o do euro, com 10,83% de valorização.

Leia também: A disparada do bitcoin

Se considerado apenas o ano de 2015, a moeda digital registrou desempenho positivo de 100,77%, deixando para trás o dólar Ptax Venda, como segundo melhor investimento, com 47,01%. Neste período, o Ibovespa teve o pior desempenho dos ativos analisados, com desvalorização de 13,31%.

Neste ano, o cenário já é mais equilibrado. Até o momento, a Bitcoin registra a melhor valorização dos investimentos listados na pesquisa, com ganhos de 49,75%. O Ibovespa, por sua vez, valorizou 36,52%. Do outro lado, o Ouro, dólar e euro registraram retração.

Veja abaixo a tabela com a rentabilidade das principais aplicações financeiras no Brasil:

Confira o gráfico com a evolução diária destes ativos em 2016:

Bitcoin sobe 200% em 2 anos e é o melhor ativo entre as principais aplicações do Brasil

A responsabilidade socioambiental na empresa é uma pratica voltada para seus públicos internos e externos (colaboradores, fornecedores, consumidores, comunidade, etc) que visam consciência e o compromisso de fazer o bem a todos que participam de uma sociedade desenvolvida através de uma ação voluntária, que não valoriza somente os lucros, mas também visa à ação sustentável.

As organizações que mantem-se preocupadas com os aspectos socioambientais tende a ganhar a fidelidade dos seus clientes, uma boa imagem perante a sociedade e também a confiança de investidores. Esse tipo de atitude é vital para a competitividade, uma vez que o mercado empresarial está se tornando cada vez mais competitivo, e adotar práticas de gerenciamento sustentável é uma atitude não só legal perante a legislação, mas uma forma de se sair na frente e se destacar no mercado.

Pode-se considerar uma empresa sustentável aquela empresa que gera lucros e movimenta a economia da região sem afetar negativamente seus stakeholders (aqueles que são atingidos de alguma forma pelas ações que a empresa vem a praticar). Trata-se de uma cultura diferenciada, mudança na política empresarial, implantação de novas atitudes e práticas cotidianas dentro de uma organização. Não só grandes empresas, mas qualquer empreendimento pode adotar atitudes sustentáveis, basta ser sustentável em seu ambiente e na sua comunidade.

Diversas empresas, tanto micro empresa como empresas de grande porte já procuram práticas sustentáveis, porém alguns gestores começam a encontrar dificuldades de associar essas atitudes no cotidiano das corporações. Um dos pontos mais fortes é associar a motivação de praticar atitudes sustentáveis com a rotina dos funcionários da empresa. Para ocorrer um retorno econômico de longo prazo, um equilibro social e ambiental os gestores devem, juntamente com o setor de recursos humanos focar em planos estratégicos voltados para ações que viabilizem o desenvolvimento sustentável, tanto para a organização quanto para seus colaboradores.

A partir do critério de responsabilidade, pode-se classificar as empresas em três grandes modelos: aquelas que visam apenas ao lucro e são assumidamente negócios; as que colocam como organizações sociais e procuram satisfazer aos interesses de uma rede de pessoas e, por último as empresas socialmente responsáveis, que não se preocupam apenas com o lucro econômico, mas também com a ação social (Passos, 2012, p. 166).

Pensar em responsabilidade é automaticamente pensar em ética pelos falos de se sensibilizar com o ser humano, respeitando os seus direitos e deveres, com o meio ambiente e a preservação do mesmo. A principal utilidade de práticas sociais é visar o bem-estar das pessoas e da evolução do país de forma consciente.

A gestão ecológica pode ser denominada como a vistoria das operações de uma organização da perspectiva ecológica profunda, ou do novo paradigma (Tachizawa, 2009, p.57). É focada na mudança de cultura e valores de uma empresa, para não focar apena no crescimento econômico, mas também juntar em seus requisitos a sustentabilidade ecológica. Engloba a mudança do pensamento mecanicista para o pensamento sistêmico.

Responsabilidade Social nas Organizações

Empreender no Brasil não é tarefa fácil, ainda mais no momento político-econômico atual, em que pairam no ar muitas dúvidas e expectativas.

O PIB (Produto Interno Bruto) registrou no final de junho o sexto trimestre seguido de retração, o que indica a diminuição das atividades em diversos setores da economia. Mas, como em toda crise, o melhor que o empreendedor tem a fazer, independentemente do tamanho do seu negócio ou do seu grau de experiência, é procurar saídas, inovar, encontrar soluções antes não pensadas.

Olhar o cenário e identificar setores e negócios que caminham na contramão da crise é uma boa maneira de fazer isso. E ao fazer esse exercício, um dos setores que salta aos olhos é o de comércio eletrônico. No Brasil, as vendas online representam apenas 4% de tudo o que é movimentado no varejo; parece pouco, mas esse percentual foi responsável por um faturamento de R$ 19,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, segundo a Ebit. E vale dizer que os números da Ebit não contabilizam as vendas realizadas em marketplaces (shoppings online), um dos modelos de negócios que mais cresce na internet e que faturou ao menos outros R$5 bilhões no período.

É verdade que o comércio eletrônico também vem sofrendo retração – até 2014 registrava dois dígitos de crescimento ano sobre ano-, mas a curva segue ascendente – o crescimento no primeiro semestre foi de 5,2%, e a perspectiva é de que o setor encerre 2016 com faturamento 8% maior do que no ano passado.

O fato é que os motivos de crescimento do e-commerce no Brasil vão além da macroeconomia. Vivemos um momento de mudança de comportamento do consumidor. Homens e mulheres de todas as idades estão descobrindo as vantagens de comprar online. Do sofá de casa é possível pesquisar preços e produtos, compará-los, fazer a compra ali mesmo e receber o produto em pouco tempo. Ainda segundo a Ebit, no primeiro semestre 23,1 milhões de consumidores virtuais realizaram pelo menos uma compra, volume 31% maior que em 2015, fortalecido pela forte migração das vendas do varejo físico para o canal online.

O avanço da tecnologia tem garantido experiências cada vez melhores para compradores e vendedores, tornando a compra online cada vez mais prática. Pessoas que moram distantes dos grandes centros têm a oportunidade de, pela internet, adquirir todos os tipos de produtos a preços competitivos.

Aliás, a variedade de produtos disponíveis no varejo online é outro fator que impulsiona o setor. Há 21 anos, quando começaram a surgir os primeiros sites de vendas no Brasil, a oferta era quase toda voltada para itens de informática, o que também delimitava o perfil dos compradores – a maioria profissional da área de Tecnologia. Já há vários anos esse cenário mudou. No último semestre, as quatro categorias de produtos que mais cresceram em vendas online foram: livros/assinaturas/apostilas (14%), eletrodomésticos(13%), moda e acessórios (12%), saúde/cosméticos e perfumaria (12%) (dados da Ebit).

Outro aspecto que também contribui para o crescimento do comércio online é o aumento da venda de celulares. Segundo pesquisa realizada neste ano pela Com Tech Kantar Worldpanel Brasil, 9 em cada 10 brasileiros têm celular, e destes, 57% são smartphones. Muitas pessoas estão pulando a etapa do desktop e estão acessando a internet pela primeira vez direto no celular. Cada vez mais a internet é uma ferramenta móvel.

Com todos esses ventos favoráveis para o e-commerce – mudança de comportamento do consumidor, avanço da tecnologia, ampliação da oferta e o aumento no uso de smartphones – quem é empreendedor, ou quem pretende empreender, não pode deixar de considerar a presença do seu negócio na internet. E estamos apenas no começo; as facilidades do mundo online ainda reservam muitas boas surpresas – como a “internet das coisas” – tanto para vendedores como para compradores. Mas, esse é um assunto para uma próxima coluna.

E-commerce no Brasil: tá favorável

Hoje, apesar de real, a tecnologia está com um hype excessivo. A jornada está apenas começando. Os desafios são grandes, temos muita coisa para aprender, muitas chances para errar. Mas quem acertar, tem muito a ganhar.

Venho observando uma crescente curiosidade de executivos e profissionais de TI sobre Blockchain. Entretanto, pelo desconhecimento e desinformação sobre o assunto, ainda existe um grande receio por parte deles de darem um mergulho mais fundo na tecnologia e na descoberta de seus potenciais usos.

Blockchain muitas vezes é simplificado como uma mera tecnologia de banco de dados distribuído, com a diferença das informações serem gravadas em blocos que estão ligados entre si por meio de “nós”, garantidos através de criptografia, com o objetivo de se certificar que são à prova de fraudes.

Mas, e se pensarmos além da caixa, nem mesmo usando a caixa como referência? Será que Blockchain é apenas uma tecnologia que nos permite melhorar, incrementalmente, a eficiência de processos? Ou podemos ir além?

Como disse Mike Schwartz, líder do Blockchain Technologies Lab da BCG, em uma recente palestra no TED, intitulada “The potential of blockchain”, “vez ou outra, uma tecnologia realmente revolucionária surge e sempre nos leva a lugares que nunca imaginamos. Vimos esse cenário com o motor a combustão, o telefone, os computadores e, é claro, com a Internet. E agora, mais uma dessas revoluções está prestes a nos transformar – e ela é a tecnologia de Blockchain”.

gora pense em outra frase de Mike Schwartz: “Blockchain pode comoditizar a confiança, como a Internet comoditizou as comunicações”. Isso não afetaria de forma dramática os negócios que foram construídos para garantir confiança nas transações entre pessoas e empresas estranhas umas às outras?

Blockchain é real e está acontecendo. Estamos ainda no início da curva de aprendizado, e a implementação de uma aplicação utilizando Blockchain ainda é tecnicamente complexa, pois existem poucas tecnologias, padrões e frameworks disponíveis realmente maduros. Algumas ações colaborativas, de open source começam a ganhar força, como o Hyperledger, projeto da The Linux Foundation que reúne nomes de peso como Intel, IBM, Hitachi, Accenture, JP Morgan, CME Group e Deutsche Börse, entre outras, e consórcio R3, constituído por 60 instituições da indústria financeira como BBVA, Barclays, CreditSuisse, Santander, Morgan Stanley, e recentemente bancos brasileiros aderiram como o Itaú e o Bradesco, além empresas de tecnologia, com o objetivo de desenvolver aplicações comerciais baseadas na tecnologia. A bolsa brasileira BM&FBOVESPA, inclusive, foi a primeira bolsa de valores do mundo a entrar no programa.

Provavelmente, com os investimentos dessas empresas, o ciclo de amadurecimento deve se acelerar e podemos estimar que por volta de 2018-2020 a tecnologia estará razoavelmente madura para ser utilizada em ampla escala. Enquanto isso, o que podemos fazer?

Vivemos um período de profundas e dramáticas transformações provocadas pela exponencialidade da revolução tecnológica, e obviamente não podemos ignorar tecnologias que podem afetar a maneira como negócios atuais operam. Como no início da Internet, muitas iniciativas fracassaram, mas surgiram negócios inimagináveis há 20 anos como Amazon, Google, Facebook, Waze, Uber, Airbnb e centenas de outros. Portanto, a decisão não pode ser ignorar Blockchain, mas definir se a estratégia da empresa será mais ou menos conservadora quanto à sua adoção.

Não existe resposta única. Uma visão inovadora explora a possibilidade de criar novos negócios, afinal a frase do escritor americano Mark Twain é clara “o passarinho que acorda cedo é o que pega a minhoca”. Por outro lado, uma atitude mais conservadora pode ter seus apelos. Muitas vezes o segundo rato é que come o queijo!

A resposta vai depender da visão de cada empresa e de sua liderança, setor de negócios, atitude em relação à riscos, etc. Independente da velocidade, creio que podemos explorar dois caminhos para uma estratégia de implementação de Blockchain: criar experimentações internamente, com um “Blockchain lab”, mais focado em mudanças incrementais, ou criando e acelerando startups, com maior ênfase na disrupção do próprio negócio.

O processo de criar e acelerar startups permite que se crie negócios a partir do zero, sem as limitações dos pensamentos já arraigados nos processos e operações internas. E, claro, existem composições variáveis entre esses dois extremos. Uma estratégia para startups é a utilização de “Corporate Ventures” com a empresa identificando e acelerando startups focadas em objetivos bem definidos, como a reinvenção do próprio negócio através de Blockchain.

Mas, qualquer que seja o caminho adotado, o processo de grandes corporações usarem Blockchain, seja para transformarem processos, seja para reinventarem-se a si mesma, não acontecerá de um dia para o outro.

Pensemos em um grande banco. Os interfaces digitais com seus clientes podem ser comparados a visão que temos de um iceberg. É a parte visível, acima da superfície do oceano. Mas, como mais de 90% do volume do iceberg está debaixo da superfície, também a imensa maioria dos processos de backoffice do banco estão fora das vistas dos clientes, mas operados por milhares de processos, sistemas e dezenas de milhares de profissionais. Se a tecnologia Blockchain eliminar grande parte dessa complexidade, o banco como o iceberg vai continuar existindo, mas será visto de outra forma. Imaginem como ficaria um iceberg quando elimina-se a maior parte de seu volume submerso. Teria outra aparência na superfície. O mesmo seria o banco. Diferente e talvez irreconhecível aos nossos olhos de hoje.

Comecemos a explorar um “Blockchain lab”. Antes de mais nada é essencial que seja visto como uma estratégia da corporação e não como uma simples experimentação tecnológica. Que isso significa? Que sem patrocínio da alta administração (preferencialmente o CEO) e, claro, budget adequado, não se chegará a lugar nenhum.

O “Blockchain lab” deve ter metas e objetivos mensuráveis. Deve ter uma organização que envolva profissionais do negócio e de tecnologia, eventualmente com apoio de pessoal externo. Deve ter um road map de projetos que analise e identifique os casos de uso mais adequados, e suas estratégias de implementação e incorporação ao negócio. Isso significa sair do mundo mais simplista das POCs para o mundo real, transformando processos internos.

O lab deve ser o balão de ensaio para validar tecnologias, frameworks, plataformas dos fornecedores e modelos de desenvolvimento de aplicações Blockchain. Existe hoje uma escassez de talentos, mas buscas por casos mundiais sempre ajuda. Por exemplo, um paper interessante, embora básico, sobre como construir aplicações de smarter contracts é “Step by Step Towards Creating a Safe Smart Contract: Lessons and Insights from a Cryptocurrency Lab”.

Uma iniciativa Blockchain começa com a liderança acreditando no potencial de disrupção ao seu negócio. O primeiro passo para isso é educação, disseminar o conhecimento do que é e da potencialidade do Blockchain para os executivos. A partir daí, identificar as áreas de oportunidades de aplicação de Blockchain na empresa. Blockchain é 80% processos de negócios e 20% tecnologia. Uma pergunta chave é “ que problemas Blockchain pode resolver?”. Como respostas podemos ter aplicações de impacto imediato na redução de custos, aumento da eficiência de processos, maior velocidade nas transações, eliminando tarefas, redução de fraudes e assim por diante. Esses, por exemplo, são os focos de interesse atual dos bancos.

Mas, não se limite a isso. Pergunte também “ que novas oportunidades poderemos criar com Blockchain”? É mais difícil, pois muitas vezes obriga a começar com um papel em branco. Caminhar nessa direção é mais fácil com startups fora das restrições dos pensamentos internos. Podem surgir propostas provocativas e disruptivas, que à primeira vista serão encardas como heresia. E serão heréticas mesmo! Esse cenário pode apontar para criação de novos produtos e mesmo novos negócios, entrada em novos mercados, atrair novos clientes, e, claro, requer imaginação não limitada pelo modelo de negócio atual.

Essa frase de Einstein se encaixa perfeitamente bem aqui: “Imagination is more important than knowledge. For knowledge is limited to all we now know and understand, while imagination embraces the entire world”.

A jornada está apenas começando. Os desafios são grandes, temos muita coisa para aprender, muitas chances para errar. Hoje Blockchain, apesar de ser real, está com um hype excessivo. Ainda vamos descobrir que tem muita coisa pela frente, muitas desilusões. Mas, as empresas que não ficarem inertes, terão uma indiscutível vantagem competitiva.

A lista das oportunidades que vemos com Blockchain, em experimentos promissores, é enorme. Um exemplo? Rastreamento de diamantes, como proposto pela Everledger. E num futuro, não muito distante, em que essa tecnologia esteja mais conhecida e popularizada, todo setor de negócios deve se beneficiar dela.

É realmente algo para pensar!

Que novas oportunidades poderemos criar com Blockchain?